Publicado por: Leandro | 16 Novembro 2009, 8:02 am.

Campeonato Brasileiro

Quando eu saí de férias, no final de setembro, os comentaristas esportivos diziam que o Palmeiras era franco favorito ao título.  O Fluminense, favas contadas, já estava rebaixado.  O Flamengo talvez conseguisse uma vaga na Libertadores.  O Goiás era um dos candidatos a tirar o título do Palmeiras, junto com Atlético-MG e São Paulo.  O Cruzeiro terminaria o campeonato numa posição modesta, quem sabe brigando mas dificilmente conseguindo uma vaga para a Libertadores.  Internacional e Grêmio poderiam também conseguir vagas na mais vistosa competição sul americana do ano que vem, pois tiravam o sono dos seus adversários.

Quando eu voltei das férias, há quinze dias, avisei os meus amigos: “a diferença de pontos é irrisória, vai ganhar este campeonato o time que tiver mais camisa“.  O Palmeiras era o líder, seguido de São Paulo, Atlético-MG e Flamengo.  A diferença do primeiro para o último dessa lista era de quatro ou cinco pontos, não lembro ao certo.  E eu ainda avisava: “Atlético-MG e Palmeiras não têm tanta camisa quanto São Paulo e Flamengo!“.

Agora chegou aquela hora da maratona que os dois melhores apertam o ritmo, se destacam do pelotão e vão disputar sozinhos a vitória.  O da frente dita o ritmo das passadas, acelera e diminui para testar o adversário, que vem atrás, marcando, controlando, pressionando, esperando a hora certa de dar o bote.  Eles não se olham, mas se estudam reciprocamente.  Faltam três quilômetros e tudo pode acontecer: até mesmo nenhum dos dois vencer.

Conforme o Ricardo Boechat cantarolou no rádio hoje de manhã: “Alô Bambi! Alô Tchutchuca! Olha pra trás que tem Mengão na sua nuca!“  Outro grito tão criativo quanto esse poderia ser cantado pela torcida do São Paulo também.  Afinal de contas, não me recordo a última vez que o São Paulo perdeu uma liderança de Campeonato Brasileiro.

E eu, daqui do meu modestíssimo canto, não vou ser louco de arriscar uma previsão sequer para o fim do campeonato, mesmo faltando somente três rodadas para o fim.  Não aposto nem no rebaixamento do Fluminense…

Publicado por: Leandro | 12 Novembro 2009, 8:09 am.

Campanha contra o tabagismo

Lembrei da Solange, do BBB…

Publicado por: Leandro | 7 Novembro 2009, 9:32 pm.

Nova habitante na casa

Ela chegou hoje aqui em casa: chama-se Filomena, ou simplesmente Filó, para os mais íntimos.

Filomena de olho em você!

Filomena de olho em você!

Para ver mais fotos dela, clique aqui.

Publicado por: Leandro | 7 Novembro 2009, 7:50 am.

Reencontro com Antônia

Uma das coisas que eu não podia deixar de fazer ao retornar a Canoa Quebrada era rever Antônia – tanto pelas suas duas histórias quanto pelo delicioso peixe ao Roquefort que, obviamente, repeti até me fartar.

Logo que cheguei, fui lá almoçar.  Ela não estava, mas o peixe estava.  E delicioso, como da primeira vez que o comi.

Como a curiosidade era enorme, voltei à noite para encontrá-la.  Ela logo se lembrou de mim.  Delicadamente, convidou a mim e a Fiona para um canto menos ocupado do seu restaurante, para falar mais reservadamente.  Enquanto eu perguntava da primeira história – do seu filho -, ela queria logo falar da segunda…

Ansiosa por estar em frente a uma médica especialista na área, foi logo tirando suas dúvidas sobre os efeitos colaterais da doença do seu ex-marido, e como estavam sofrendo com tais efeitos – ele e ela.  Dava para ver a aflição no seu olhar.  Era preciso dar tempo ao tempo, as coisas tenderiam a voltar ao normal, mas parecia que nenhum dos dois estava com muita paciência para isso.  E o resultado dessa ansiedade frustrada anunciava uma catástrofe.

À medida que conversávamos, seu desespero a levava a revelar detalhes.  Suas dúvidas todas, mesmo as mais secretas, foram tiradas ali mesmo.  Até a nossa despedida que, dessa vez, temo seja para sempre.

Publicado por: Leandro | 6 Novembro 2009, 6:45 am.

Eles são besta!

Depois de trinta dias de férias, emendadas com alguns dias que eu tinha para tirar e um feriado (totalizando 38 dias de inatividade), é natural que eu nem lembre o que aconteceu nos primeiros dias.  Até porque, desta vez, ao contrário do que ocorreu nas férias do ano passado, eu não rascunhei minhas memórias de férias para depois escrever aqui no blog.  Por isso, é bastante provável que muitas histórias se percam em algum canto das minhas memórias.  Não é o caso do fato que eu vou contar neste post.

Estávamos eu e Fiona em Praia das Fontes, Ceará, curtindo um solzinho no fim da manhã, no parque aquático do hotel quando entrou ali uma excursão de crianças.  Todas bem vestidas, acompanhadas de alguns poucos adultos.  Parecia excursão de colégio.

Um adulto, que aparentava ser o líder da comitiva, falou com as crianças.  Elas o ouviram, mas pareciam estar mais concentradas – para não dizer hipnotizadas – no que estava por vir.

Terminado o discurso, elas não foram liberadas para brincar no parque imediatamente.  Ficaram ali, numa área seca, e começaram a se divertir como dava.  Os meninos corriam, as meninas brincavam de roda, tudo muito normal.

Até que as meninas, em coro, começaram a gritar, com pronunciado sotaque da região: “Eles são besta! Eles são besta!“  Era possível sentir a raiva dos meninos no ar enquanto aqueles gritos ecoavam.

Ri demais!  Não lembro a última vez que ouvi alguém chamar alguém de besta, mas julgo que aquilo devia ser o maior insulto que uma criança daquela idade pode proferir.

Infelizmente, o negócio não durou muito porque as crianças foram liberadas para brincar na água.  E eu, que não sou besta, me retirei dali para almoçar e fugir daquela confusão toda.

Publicado por: Leandro | 5 Novembro 2009, 8:26 pm.

Flamengo eternally

Os vídeos do mês de novembro são dedicados à música.  O vídeo de hoje dispensa comentários.

Publicado por: Leandro | 4 Novembro 2009, 7:35 am.

Qual é a palavra mesmo?

Como disse a Paula – aliás, ela disse que a Lilian disse isso -, algumas coisas me causam espécie.  Talvez espécie não seja exatamente a palavra que eu procuro.  Eu queria algo mais chocante – não no sentido da gíria dos anos oitenta.  Algo que definisse melhor o quão estupefato, revoltado, violentado eu me senti ao receber notícias como a que eu ouvi hoje no rádio.

Hoje de manhã, o locutor da BandNews repetia, a cada vinte minutos, que cinco pessoas haviam sido assassinadas em São Paulo, durante a madruagada.  Essa foi, segundo ele, a décima nona – vou respirar fundo e repetir: décima nona! – chacina registrada na Grande São Paulo este ano.

Poucos minutos depois, a mesma rádio coloca no ar um trecho do discurso do Presidente da República – vou respirar fundo e repetir, porque não era qualquer um falando, era o Presidente da República e o Presidente da República é sempre o Presidente da República, não importa quem ele seja ou qual seja a sua opinião sobre ele – no qual ele dizia, em uma síntese simpática, que a estratégia adotada até agora pelo Brasil para combate ao uso de entorpecentes não vem surtindo o efeito desejado.

Ele disse: “Está ficando claro que do jeito que nós estamos tratando as drogas até agora não está dando resultado.“  Bom, eu quero entender que o “nós” da frase inclui apenas ele, o Ministro da Saúde, o Ministro da Justiça e respectivas equipes.  Porque eu estou fazendo a minha parte: não compro pirataria, não consumo drogas e pago meus impostos em dia, no montante arbitrado pelo governo, sem discutir nem barganhar.  O resto é responsabilidade deles.  Só deles.

Mas não ficou por aí: “Nem o governo nem o ministro têm a receita para resolver o problema, mas o dado concreto é que o problema está ficando sério“.  Aí eu comecei a rir.  Mas acho que devia ter chorado.  Se ele não tem a receita, sou eu que vou ter?  O que ele esperava?  Sugestões da plateia?  Dos amigos universitários?  Das cartas?

Depois de passar vinte dias em grandes cidades do exterior e não se defrontar com ocorrências policiais de qualquer natureza; sem ver sangue estampado nas machetes de jornais; sem olhar para trás enquanto caminha pela rua, imaginando estar sendo seguido por alguém; sem ter que atravessar a rua para fugir de alguém com atitude suspeita; sem ter que avançar o sinal vermelho para evitar o sujeito que insiste em lavar seu pára-brisa contra a sua vontade para depois extorqui-lo; podendo se aproximar de um policial para pedir informações sem medo, e perceber que ele sente prazer em servir de referência para o turista (exatamente como Caetano dizia: “he seems so pleased to please“); conhecendo pessoas que sequer sabem onde guardaram as chaves das suas casas, porque não há risco de serem roubadas; de não ouvir tiros nem explosões de granadas, o meu senso crítico retornou à estaca zero…  de tolerância.

Eu hoje não consegui permanecer indiferente às notícias que ouvi.  Mas ainda não encontrei a palavra certa para definir como eu me senti, ao ouvir tais notícias.

Publicado por: Leandro | 3 Novembro 2009, 1:36 pm.

Estou de volta

Boa tarde, pessoal.  Depois das férias – acho que merecidas, mas quem sou eu para julgar esse mérito? – e de um bom tempo sem aparecer aqui, estou de volta.  Cheio de histórias para contar, ideias loucas pulando na cabeça – nenhuma que eu me lembre neste exato momento – e muita disposição para continuar tocando adiante este blog.

Espero que tenham sentido o meu desaparecimento e que voltem a frequentar este espaço virtual – aqueles que perderam o hábito de visitar, por causa da falta de atualizações.  Mãos à obra!

Publicado por: Leandro | 29 Outubro 2009, 12:55 pm.

Por fim…

Terminando a série de vídeos políticos históricos deste mês, com vocês, Fernando Collor.  Aí eu me pergunto: por que o povo não faz mais o que fez com ele?  Antigamente, eu achava que se essa palhaçada fosse na Cinelândia, ia sobrar muita gente (inclusive eu) para pegar na saída, fazer justiça uma vez na vida…  Hoje em dia, acho que nem assim.

Publicado por: Leandro | 22 Outubro 2009, 6:30 pm.

Casa da Mãe Joana

Publicado por: Leandro | 18 Outubro 2009, 12:38 am.

É o Rio de Janeiro rumo às Olimpíadas de 2016!

Não estou no Rio.  Estou de férias, bem longe de lá.  Acabei de ler as notícias dos jornais do Rio com espanto e tristeza.  Fiquei sem reação, sem palavras.

Abater um helicóptero?  Já não bastava matar cidadãos a sangue frio nos sinais de trânsito (que têm os pardais desligados pelo poder público durante a madrugada num explícito reconhecimento da incompetência do próprio poder público em prover a segurança necessária para um motorista respeitar um sinal vermelho), carregar meninos pelas ruas da cidade atados ao cinto de segurança, sequestrar ônibus, atear fogo em ônibus, fechar ruas vias expressas e túneis da cidade para promover arrastões?

Está na hora de alguém tomar uma atitude contra isso tudo, cortar o mal pela raiz.  A política de segurança pública que deu margem a isso tudo e que mantém esse equilíbrio tênue entre a polícia, a milícia e a bandidagem escancarada (três espécies do mesmo gênero) não vai levar o povo do Rio a lugar nenhum, a não ser ao cemitério (como artista principal do filme ou como coadjuvante).

Do jeito que está, o último a sair que apague a luz!

Publicado por: Leandro | 15 Outubro 2009, 3:39 pm.

É bom lembrar este também

Continuando a série de discursos políticos iniciada semana passada, o vídeo de hoje é positivo.  Classifico como obrigatório para todo cidadão brasileiro.  Bonito na letra, difícil na prática, especialmente para o povinho de Brasília – pior é que muitos deles estavam lá naquela época…  Desde aquela época…

Publicado por: Leandro | 15 Outubro 2009, 8:47 am.

Que placa é essa?

Foto tirada por mim, em Fortaleza, nestas férias, na rua ao lado da entrada do quartel da 15ª Região Militar (Rua Dr. João Moreira, em frente à Praça dos Mártires, cujas árvores podem ser vistas no fundo da foto).  Não lembro dela no Código de Trânsito.  Alguém sabe o que significa?

O que significa essa placa?

O que significa essa placa?

Publicado por: Leandro | 8 Outubro 2009, 6:15 pm.

Um bebê entendido de política

Não é que eu seja contra ou a favor do atual governo, mas tem coisas que até uma criança entende…  Mas eu acho que ela devia estar chorando no vídeo, e não rindo.

Publicado por: Leandro | 2 Outubro 2009, 9:00 pm.

E agora?

O mais interessante de conseguir fazer o Rio de Janeiro ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016 é que nenhum dos políticos que inventou essa ideia estará por aqui para ser responsabilizado por essa loucura (ou por um eventual fiasco – tomara que eu queime a língua) quando a bomba estourar.  E os que estiverem por aqui, dirão que não foram eles que pariram essa ideia.

Mas agora não tem mais jeito: o COI resolveu correr o risco – elevado – de entregar a sede a um país sem recursos, que já fez um Panamericano meia-boca (basta lembrar que as obras na Marina da Glória para o Pan foram embargadas por falta de licença ambiental e o passivo está lá até hoje) e ainda tem muito caminho para andar na preparação da cidade sede, principalmente em educação, transporte e saúde – áreas tradicionalmente ignoradas pelos governantes da região.  Pelo pouco que consegui ler a respeito do tema, a declaração mais serena e inteligente do dia foi feita pela chefe do Comitê de Campanha de Madri, Sra. Mercedes Coghen: segundo ela, o Rio de Janeiro “soube convencer que é capaz”.  Notem a nuance: o Rio não provou que é capaz, ele apenas convenceu, tal como um estelionatário.

O povo está fazendo brincadeira por aí, como se isso fosse só um campeonato de futebol, desses que o Brasil já ganhou cinco.  Não é!  Julgo bastante sintomática a vitória do Rio de Janeiro na votação de hoje, observando os placares das votações.  Em primeiro lugar, uma forte rejeição dos eleitores ao universo norte-americano.  Depois a adesão dos votos americanos aos brasileiros.  Com a saída de Tóquio da votação, ocorreu o mesmo: os votos japoneses reverteram em favor do Rio de Janeiro.  O Rio parece ter sido escolhido por rejeição aos demais candidatos, e não por simpatia ou confiança no seu projeto.

Por causa disso, eu definiria a escolha do Rio como um lance de sorte.  E eu costumo definir sorte como a conjugação de oportunidade com competência.  Pintou a oportunidade, falta mostrar competência.  Do contrário, não será sorte, mas azar.  O Rio de Janeiro e o Brasil estão na vitrine do mundo agora.  E não há meio termo entre o sucesso e o fracasso.  O dia mais feliz da vida do presidente pode gerar a maior vergonha do povo carioca e brasileiro.  E ele não vai estar aí para assumir a responsabilidade…

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