Uma das coisas que mais chama a atenção de um viajante estrangeiro nas estradas argentinas é essa tal de Defunta Correa. Em todas as estradas que passamos – e acredito que em todas as outras também – há monumentos artesanais, pequenos centros de culto, vermelhos. Alguns são enormes, outros pequeninos.
No início, a gente via aquelas barracas ou casinholas vermelhas e não entendia nada. Achava que era o local da morte de alguém, que era assim lembrado, a exemplo do que ocorre nas estradas brasileiras, nas quais o povo prega uma cruz na beira da estrada, no local da morte do ente querido. Até começar a notar que em todos esses monumentos vermelhos havia a inscrição numa placa: Defunta Correa.
Só em Buenos Aires fui entender do que se tratava, quando o meu amigo Gabriel esclareceu tudo. E não vale a pena repetir a expepcional explicação que ele deu, porque na Wikipedia a explicação é igualmente completa e esclarecedora – e com riqueza de detalhes.
O problema – que a Wikipedia não aborda no texto mas mostra na foto – é que a devoção popular à Defunta Correa é manifestada com a oferta de água em garrafas pet ao lado desses altares. Aí a beira da estrada fica cheia de lixo amontoado, aquele mundo de garrafas pet cheias de água, como se fosse a rebarba do caminhão do lixo. Será que as autoridades ambientais não recolhem aquilo de tempos em tempos?
Respeito a crendice e a tradição popular do local, mas além de ecologicamente incorreta, a devoção é visualmente feia. Você experimenta e acostuma a visão com aquelas montanhas, paisagem árida, picos nevados ao fundo e, de repente, vê uma monte de lixo plástico no canto da estrada, envolvendo uma casinhola vermelha – que, muitas vezes, sequer dá para ser vista no meio de tantas garrafas. É uma coisa que não faz muito sentido…


(Gostei da nova casa! Só não gostei de ter que deixar email pra comentar… rs)
Por: sarita em 12 Fevereiro 2008, 9:13 am.
às 9:13 am
Desculpe mas eu ainda não sei desmarcar essa opção. Além disso, seu e-mail não aparece para as outras pessoas, mas só para mim. Então não tem tanto problema, né?
Por: Leandro em 12 Fevereiro 2008, 9:33 am.
às 9:33 am