
A primeira e, tenho certeza, a principal coisa que quem vai ver este filme precisa entender é que ele deriva de um jogo de computador e não pretende se tornar uma série famosa como James Bond, Jason Bourne nem outro congênere. Nada disso. O filme só quer ser igual ao jogo.
Por isso, a intenção é mostrar a violência do jogo em cenas cheias de adrenalina. Um filme bem masculino, jovem, adolescente. Só mesmo uma mente adolescente para enteder aquilo tudo, apreciar e ainda sair satisfeito do cinema. Definitivamente, não é o filme adequado para alugar, levar para casa e ver numa noite de chuva em casa, deitado na cama ao lado da esposa ou namorada. Ela vai sair dali ou vai dormir, resmungando sobre seu péssimo gosto cinematográfico.
Os atores são desconhecidos e inexpressivos. A história do personagem principal é tosca mas simples. Simples até demais para ser crível. Já o enredo do filme é bom - uma trama realmente empolgante até o último ato. Seria melhor se não fosse por um ato falho, inexplicável, mas que é a sua pedra de toque: a ligação que ele recebe quando questiona o sistema sobre quem encomendou o crime.
Mas como o filme é para ser admirado por si só, pelo que mostra e não pelo que é - aliás, exatamente como Kill Bill, mas sem a beleza e a boa interpretação de Uma Thurman - isso faz pouca diferença no fim. Para mim - e para a minha mente adolescente - o filme agradou bastante.


