Tirei a manhã de domingo para fazer um programa que há muito tinha vontade de fazer: ver “a exposição do Darwin” - como eu a apelidei - no Museu Histórico Nacional. Um programa que eu sabia, de antemão, não seria barato, mas que parecia valer a pena.
Para quem não conhece, o MHN é, na minha opinião, o melhor museu do Rio de Janeiro, atualmente. Em outros tempos, essa posição foi ocupada pelo Museu Nacional de Belas Artes, mas as obras de reforma que ele vem sofrendo não o permitem mais ocupar tal posição. Já o MHN, com obras terminadas, é uma jóia.
A exposição foi montada no pátio interno do museu, antes um espaço ocioso. Tudo muito bem montado: estrutura bem estudada, roteiro bem delineado e proposta definida. Mas… (sempre tem um porém) …a exposição nada mais é do que uma biografia de Charles Darwin, nada além disso. A biologia, ciência da qual Darwin é “pai”, não é o tema central.
Há muito o que ler sobre a sua vida e pouco o que ver: algumas tartarugas, alguns esqueletos de animais, alguns animais empalhados (o macaco de pijama é tosco), e algumas orquídeas, daquelas mais comuns, encontradas para vender até em supermercados. Mas há muitos textos escritos pela curadoria, e cópias de cartas manuscritas do próprio Darwin para ler.
Nada de original! Quase um charlatanismo. Uma pena.


