Publicado por: Leandro | 19 Abril 2008, 2:03 pm.

Enquanto isso, numa sala de aula do Rio de Janeiro…

Numa aula de Direito Empresarial, uma mosca insiste em desfilar pela sala.  O professor pára a aula para pedir aos alunos que, quem puder, mate aquele mosquito porque poderia ser um mosquito da dengue.  Ato contínuo, a Isabella diz: “mas é uma mosca…“, e o David emenda: “deve ser uma mosca da dengue“.  Risada geral na sala de aula.

O professor não perde a pose e ataca: “é porque o mosquito da dengue tem uma característica bastante marcante, que é a de ser persistente.  Ele não desiste.“  Nisso o David emendou, anonimamente: “o mosquito é brasileiro e não desiste nunca!“.

O professor continuou o devaneio, alheio à piada e ao estouro de riso da turma, ainda sobre a persistência do mosquito: “o mosquito fica rondando, você tenta matá-lo, não consegue e ele volta, até conseguir o que quer.  E é nessa hora da manhã que ele ataca.“  Já eram umas dez horas da manhã.

Nisso a Rafhaela tirou uma lata de repelente aerosol da bolsa (não me pergunte o que a lata estava fazendo ali, deve ser coisa de mineiro mesmo, sempre precavido) e mostrou ao professor.  Ele não titubeou e foi buscar a lata.  Pegou, sacudiu e lançou o spray sobre o local onde ele estava sentado.  O David, novamente, não perdoou: “isso é para passar na pele!…

Eu mesmo abaixei a cabeça para rir atrás do computador.  Era daquelas cenas que você vê e pensa: “não acredito que ele está fazendo isso…  não pode ser sério.  Se eu contar, ninguém vai acreditar“.

O professor devolveu o repelente para a Rafhaela, que o deixou sobre a mesa até o fim da aula (novamente, não me perguntem por quê – eu também não sei).  Voltou para o seu lugar, já devidamente “dedetizado“, sentou-se e voltou à aula.


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