Pois bem: cá estou eu mal recuperado depois de uma noite mal dormida. Pelo menos o nível de adrenalina do sangue baixou, já recuperei a voz e a serenidade necessária para escrever. Enquanto os amigos flamenguistas vão chegando, todos sorridentes, no trabalho - já interrompi a tentativa de escrever este post várias vezes por conta dos muitos abraços e parabenizações que recebi -, nem sinal dos botafoguenses.
Para um flamenguista, ganhar do Botafogo, do Vasco, do América, do Tupi ou do Malutron não tem nenhuma diferença: mais do que isso, é um hábito, um vício, é irresistível. Vencer é mais do que natural; empatar é do jogo e perder, um mero acidente de percurso.
Pensando nessa última frase ao contrário, lembro do jogo de ontem - apesar de que eu confesso que mandaria às favas quem me lha dissesse, tentando me acalmar, no fim do primeiro tempo.
O time começou perdendo (isso todo mundo já sabe) com uma falha bisonha do Bruno (isso todo mundo viu): um mero acidente de percurso (isso só o Bruno viu). Empatou com Obina (quando ele nasceu, deus olhou para ele e disse: “filho, já que eu não te dei inteligência nem maturidade, vou te dar sorte e carisma - aproveita!”) aos três do segundo tempo (momento melhor não havia): isso era do jogo. Virou com Tardelli (irresistível: um vício, um hábito que vinha se repetindo desde a final da Taça Guanabara).
Finalizou com Obina: para provar que vício é coisa de viciado. Hoje ninguém vai ser mais chato do que eu.
Editando: acabou de chegar o primeiro botafoguense. Dá licença.


