Chuchu é fruta? É hortaliça? A resposta certa é “sim” para ambas as perguntas. E daí? E daí nada. Chuchu é gostoso e eu como, de preferência com milho verde… Fica uma delícia. Lembra os tempos do colégio.
O chuchu, para a língua portuguesa, ignora esses conceitos biológicos - mas não por completo. O chuchu é uma planta trepadeira, afeiçoada ao frio (safra entre junho e setembro). Por isso, é plantado na região serrana do Rio de Janeiro. Talvez seja por isso que se compare aquela menina libertina com as plantações de chuchu da serra.
Na Ilha da Madeira - que também fala a língua portuguesa - ele é chamado de pimpinela ou pepinela (um pepino jeitosinho, diferente, menorzinho). De fato, ele é, para a biologia, um parente do pepino, visto que ambos são da família das Cucurbitáceas (assim como a melancia, o melão e a abóbora).
Mas o que eu queria saber mesmo é a razão pela qual qualquer coisa em grande quantidade é coisa para chuchu. O que será que o chuchu fez para merecer essa fama? Coitado! Não suporta nada em grandes quantidades? Ou será que suporta e é justamente essa a origem do termo? Que seja…
Pensando na expressão ao pé da letra, é possível imaginar situações totalmente antagônicas - em que a expressão não faria sentido algum. “Aquela menina é bonita para chuchu“. A frase, que normalmente seria um elogio, deixa de ser. A garota só é bonita para alguém feio como um chuchu.
E aquela que a sua namorada manda (quer dizer, mandava, porque isso já está totalmente ultrapassado na cultura créudiana de hoje) para você em um acesso de carinho e carência: “vem cá meu chuchuzinho“. Será que ela está querendo dizer que você é verde, espinhento, duro e sem gosto? É preocupante, não?
Mas onde eu queria chegar com tudo isso? Não lembro. Deixa para lá. Meu “fantástico mundo de Bobby” já foi bastante por hoje.


