Um inocente passeio pelas ruas de qualquer cidade européia não é a mesma coisa que passear em uma cidade brasileira. Por mais que em São Paulo – principalmente na região dos jardins – você se depare com vários carrões, daqueles que você nem sabe o nome, a Europa ainda é, de longe, mais profícua nesse ramo.
Eu lembro que andava pelas ruas apostando com a Fiona quem via o carro mais maneiro. Se eu mais ganhei que perdi ou mais perdi que ganhei dela nesse joguinho eu não sei. Mas era um tal de um cutucar o outro para mostrar um novo carrão passando pela rua… O tempo todo!
Logo no primeiro dia vimos uma Ferrari F-430 conversível estacionada – em fila dupla – do lado de fora da lojinha do Real Madrid no estádio Santiago Bernabéu. Um desbunde. Bati algumas fotos para atestar a realidade do fato. No mesmo dia, pouco depois, vi outra Ferrari (modelo mais modesto mas, ainda assim, uma Ferrari) circulando pelas ruas de Madrid. Depois desisti: era muito carro maneiro para fotografar.
Depois dessa Ferrari, só lembro de ter batido outra foto de um Porsche conversível em Barcelona e dos carros expostos no Autoworld de Bruxelas.
Enquanto eu via esse desfile maravilhoso, eu lembrava do meu cunhado Aldo, aficcionado por carros – inclusive as carroças que há no Brasil. Se ele visse os carros que eu vi na Europa, nunca mais ia me encher o saco com aquela frase: “Olha, Lê, carro maneiro!“. Pobrezinho.
Só para se ter uma idéia, o normal lá é ter uma BMW. Os táxis são quase todos Mercedes-Benz, modelos novos (nada daqueles modelos de farol quadrado e estofado bege que os vovôs desfilam nas ruas tupiniquins). E há também Saab’s, Peugeot’s, Citroen’s…
E eu só vi uma Uno.


