Publicado por: Leandro | 29 Julho 2008, 8:20 am.

Rapidinhas sobre Madri

Madri pareceu ser a cidade grande mais conservadora que já vi.  Todas as pessoas andam de calça comprida ou saias longas.  O único ser de bermuda que vi andando pelas ruas era eu, com a minha mania carioca de andar semi-despido.  De resto, todos andam com roupas formais, muitos com terno e gravata (as mulheres com jóias).  Parece que todos estão sempre prontos para ir a bailes, casamentos ou à estréia de uma ópera.

E me admirou muito ter sido justamente em Madri que eu vi duas mulheres se beijando longamente em pleno centro histórico (lembro que, da outra vez que estive lá, em 1998, um amigo do meu pai já havia falado que, em uma pracinha perto do centro histórico, havia uma enorme concentração de gays – na hora, me veio a imagem do Trianon de São Paulo).  A velhinha que estava à minha frente e também viu a cena, olhou para mim e riu, como se estivesse vendo duas meninas fazerem uma grande travessura.  Eu e a Fiona, obviamente, rimos da velhinha.

Metrô de Madri

Metrô de Madri

Em Madri, o metrô anda em mão inglesa e os trens na mão direita, ao contrário do resto dos lugares em que estive na Europa, onde o metrô andava na mão direita e os trens na mão inglesa.  Algum engenheiro de ferrovias, de passagem casual por este blog, poderia me explicar a razão pela qual trens e metrô, numa mesma cidade, não podem andar na mesma mão de direção?

A estação Atocha é um grande jardim.  Lembro de ter lido, antes de viajar, que depois do atentado de 11 de março de 2004 as obras implementadas na estação tentaram apagar a memória do trágico evento.  Mas eu não esperava encontrar um quase-jardim-botânico ali.  O teto de vidro, as plantas, os aspersores e a conseqüente umidade do local dão a impressão de se estar numa belíssima e ampla estufa.  Só não faz calor como em uma estufa.  A visita do interior da estação vale a pena.


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