Para comprar a passagem de trem, compre direto em uma das muitas máquinas de auto-atendimento existentes na estação de Atocha. Para isso, basta ter um cartão de crédito com chip. Para comprar o bilhete com antecedência no guichê, pega-se uma senha e demora horas para ser atendido; para comprar o bilhete na hora da viagem, a fila não é tão grande mas o seu tamanho enseja um risco não desprezível de perder o trem.
Pertinho da fantástica doceria da Plaza Zocodover, no caminho para o Museu Santa Cruz há uma estátua do Cervantes, um dos maiores escritores espanhóis de todos os tempos – senão o maior. A fotografia ao seu lado é obrigatória para quem visita a cidade (eu tirei a minha).
O escritório de informações turísticas só funciona entre 11h e 16h – um horário que beira o ridículo e mais parece piada com o turista. Embora acordar cedo não seja o forte da cultura espanhola, esse horário muito se aproxima da falta de respeito para com o turista.
Com esse horário burocrático de funcionamento, o turista se vê obrigado a comprar um mapa da cidade no jornaleiro. Eu fiz isso. E foi um grande negócio. Por apenas €2,80, comprei um mapa enorme, com todas as indicações da cidade. Recomendo fazer o mesmo.
A cidade parece um grande canteiro de obras. Em todas as ruas, em todos os prédios, em todos os monumentos… Tem sempre uma obra acontecendo, o que resulta em muita poeira, muito entulho na rua e muitos prédios envoltos em proteção.
Em se tratando de uma cidade histórica, tombada pela Unesco como patrimônio da humanidade, não sei como se permite que carros (e caminhões) andem dentro da cidade. Há arranhões nas paredes (foto) e em todos os carros (e quase todos os carros têm cadeirinha para bebê no banco de trás). A maior parte desses arranhões são nas extremidades dos para-choques dianteiros, nos retrovisores e nos paralamas traseiros. Às vezes, é impossível dobrar uma esquina sem fazer uma manobra. Não há vagas suficientes para todos os carros. E há ladeiras acentuadas: imaginei a cidade no inverno, quando neva e o chão fica escorregadio… Eu, se fosse prefeito, proibiria a circulação de automóveis no centro histórico (assim como já acontece em Paraty, por exemplo). E se eu morasse lá, teria uma moto ou andaria a pé mesmo!



