Publicado por: Leandro | 5 Dezembro 2008, 8:43 am.

Atrações de Bruxelas

Bruxelas não é uma cidade repleta de atrações turísticas, como eu já disse antes.  Ela não tem cartões postais conhecidos mundialmente – não sei o porquê.  Seu arco do triunfo é lindo – na minha opinião, mais bonito que o irmão francês.  Além disso, seus prédios históricos são estonteantes: o Parlamento Europeu, o Palácio de Justiça (durante muitos anos, o maior prédio do mundo em área construída), a Grande Praça…

Vou, agora, falar das atrações turísticas que eu vi em Bruxelas, na ordem do que me vem à cabeça agora:

Basilica de Koelkelberg

Basílica de Koelkelberg

Basílica de Koelkelberg: chegar lá é mais simples do que parece, ao que se depreende dos panfletos espalhados nos lobby’s dos hotéis, que oferecem excursões em direção à basílica, que é uma das maiores igrejas da Europa.  Basta saltar na estação Simonis e pegar um bonde até lá.  Mas será que vale a pena?  Tenho dúvidas.  A igreja é nova e simples, bem longe daquelas obras-primas do mundo antigo que se perpetuaram até os nossos dias.  Fiquei na dúvida se dá para considerá-la uma atração turística.

Múmia no Museu de História

Múmia no Museu de História

Museu de História: o museu é interessante, tem um bom acervo.  Daria show em qualquer museu de história brasileiro que eu conheço.  Mas depois que você conhece outros museus como o Louvre, o MNAC e tantos outros, ele parece uma porcaria.  Sua visita é meio enrolada, não há sentido a ser seguido e as peças carecem um pouco de uma melhor apresentação (falo daquelas plaquinhas que contém os dados técnicos da peça exposta).  E há partes do museu em obras, mas sem muito cuidado em esconder isso do público.

O hangar do museu

O hangar do museu

Museu da Guerra: eu o havia visitado em 2001, na segunda vez que estive em Bruxelas.  Ao revê-lo, depois de tantos anos, fiquei decepcionado.  O museu permanece exatamente o mesmo.  E parece até um pouco abandonado.  De novidade, só uma ala na qual foi criada uma exposição sobre o cotidiano em Bruxelas durante a ocupação alemã da Segunda Guerra Mundial – bem interessante, aliás.  Mas, como a visita é de graça, sempre vale a pena.

Detalhe da parte de dentro do prédio da Prefeitura

Detalhe do interior do prédio da Prefeitura

Prefeitura de Bruxelas: de longe, foi a melhor atração que eu vi em Bruxelas.  Mas visitá-la é meio complicado.  Só há visitas guiadas terças e quintas-feira, em horários pré-determinados da tarde, e você tem que inserir seu nome numa lista que só é disponibilizada 40 minutos antes do horário da visita.  Em um horário, a visita é em inglês e, no outro, a visita é feita em francês.  A guia é uma adorável senhora cujo nome esqueci.  A visita dura uns 40 minutos e a quantidade de salões que você vê depende da sorte de encontrá-los disponíveis ou afetos aos trabalhos da prefeitura.  Boa sorte!

Um Minerva 1929 em exposição

Um Minerva 1929 em exposição

Autoworld: mais parece um lugar onde vários proprietários de carros antigos depositam seus automóveis e os mantêm do que um museu.  Mesmo assim, ele é fabuloso!  A visita tem percurso bem definido e cronológico.  O acervo é nota dez, tanto em quantidade quanto em qualidade – a não ser que você não goste de carros.  E a lojinha é perdição total.

Fachada da Catedral de Bruxelas

Fachada da Catedral de Bruxelas

Catedral de Bruxelas: o prédio já foi católico e hoje, ao que parece, é protestante.  Não é à toa que ele tem um galinho no alto de suas torres, e não uma cruz.  Por dentro, lembra um pouco o estilo gótico, mas repleto de influências mais modernas e também deixa transparecer um pouco da cultura de flandres.  Seus vitrais são um espetáculo que merece alguns minutos de dedicação do turista.  Arrisco dizer que são mais bonitos que os da Notre-Damme de Paris.  Mas seu ponto alto é o museuzinho que há ao lado do altar-mor, com peças lindíssimas.  Imperdível!


Respostas

  1. Fiquei muito curiosa por Bruxelas. Será que dá pra fazer algumas coisinhas essenciais em um dia? Ou então em um e meio, no máximo?

    Corrigi todo o meu post de ontem, estava cheio de erros… Não posso postar com sono que só sai a “gente vai e a gente fomos”. Isso depõe contra a minha reputação na blogosfera.Rsrs

    Dá pra fazer muita coisa em um único dia. Com dois dias, sobra tempo para fazer tudo com calma… Eu tive que enrolar (significa gastar muito tempo em bares, observando o nada) muito para aguentar dois dias lá.

  2. Oi Leandro,
    Que bom que existem pessoas como vc, que nos fazem “viajar” junto! Enquanto não dá prá ver ao vivo, viajamos nas suas fotos, nas suas lembranças . Muito legal, gostei muito. Quem venham mais post assim.
    Um ótimo findi prá vc!

    Lilian, infelizmente os posts da viagem estão acabando. Já falei muito deles, antes de vc começar a frequentar este blog. Vc pode vê-los a partir dos marcadores, sempre que quiser.

  3. Tomara que a economia se estabilize e o dólar pare de subir para que eu possa continuar sonhando em visitar pelo menos uma parte dessas belezas no ano que vem…

    Quando eu fui, o euro custava mais ou menos R$2,72. O dólar tá quase isso. Dá para ir aos EUA com o preço que eu paguei na Europa há menos de seis meses…

  4. Leandro, tudo bom? Descobri hoje seu blog, pesquisando coisas prá fazer na Bélgica e Holanda. Gostaria de um conselho: vou passar 14 dias na Bélgica, na casa de amigos. É tranquilo ir com 500 euros?

    Abraços e parabéns!

    Marcel, em primeiro lugar, seja bem vindo e volte sempre! Em segundo lugar, respondo sua pergunta: depende do que você pretende fazer lá. Se pretende sair todas as noites e beber cerveja em pubs, vai ficar apertado. Se só pretende viver normalmente, fazer turismo pacato, é provável que seja suficiente. Bruxelas não é uma cidade das mais caras da Europa. Mas é sempre bom ter um cartão de crédito à mão para eventualidades…


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