Publicado por: Leandro | 9 Janeiro 2009, 10:40 pm.

São Luís do Maranhão

Com o fim dos posts sobre a minha estada na Europa – acreditem: depois de sete meses consegui terminar de escrever sobre todos os temas registrados em minhas rápidas e ininteligíveis anotações digitais que fiz durante as pausas da viagem – chegou a vez de falar de outro lugar que, a trabalho, conheci logo após a volta de férias.  Pretendo fazer isso em um único post.  Será que consigo?  Não sei.  “Então eu vou no instinto pego um papel e vamos vê o quê que dá“, já diria o Pensador.

Vista aérea do centro de São Luis, ao lado da baia de São Marcos

Vista aérea do centro de São Luís, ao lado da baía de São Marcos

São Luís, apesar de ser uma capital, é pequena e pacata.  E muito pobre e simples também.  Talvez mais pobre e simples que grande parte dos municípios do Grande Rio.  O custo de vida é baixo, as pessoas são simples e há muitas palafitas espalhadas na beira dos rios.

A cidade fica em uma grande ilha.  Mas a ilha não é só São Luís.  Há outros municípios na parte leste da ilha (cujos programas eleitorais gratuitos foram a minha maior diversão).  São Luís se concentra na parte oeste da ilha, principalmente o seu centro histórico.

a maior fachada coberta por azulejos do Brasil

Museu de Artes Visuais: a maior fachada coberta por azulejos do Brasil

E não há dúvidas que o centro histórico é a grande atração da cidade – quiçá a única.  É lindo, muito bem preservado e, aparentemente, permanentemente em obras de restauração.  Situado sobre um promontório, de frente para a baía de São Marcos, o casario se mostra ao visitante de maneira simpática e convidativa – boa parte coberta com os tradicionalíssimos azulejos, marca registrada local.

Interior da Catedral de Nossa Senhora da Vitória

Catedral de Nossa Senhora da Vitória

E o centro é grande, bem maior que o centro histórico de outras cidades turísticas do país, como Tiradentes, São João del Rey e Paraty.  É digno de um dia inteiro dedicado a ele, exclusivamente.  Como a minha viagem era profissional, e não turística, o único jeito que tive para conhecê-lo foi acordar às 5h da manhã e perambular pelo centro deserto até às 9h.  Foi pouco mas deu para ter uma idéia.  E deu para visitar algumas igrejas, inclusive a catedral, que é bonita e muito bem conservada, mas não se compara às obras de arte do interior de Minas Gerais.

calor forte e temporal rápido

Dia típico em São Luís: calor forte e temporal rápido

Não pude, portanto, conhecer os museus, teatros e outras atrações por dentro.  Mas pude sentir na pele o calor intenso e úmido que faz por ali o ano todo.  São Luís se situa dentro da denominada “Amazônia Legal”.  Seu clima é o equatorial.  Por isso, mesmo durante o inocente passeio matinal (quase madrugal) que eu fiz, fiquei completamente ensopado de suor e tive que retornar ao hotel para tomar um banho antes de seguir a agenda profissional do dia.

Fora o centro, São Luís tem um bairro moderninho, chamado Renascença, onde estão as maiores construções da cidade.  Tem um shopping (que no Rio seria chamado de mera galeria), um dos dois McDonald’s da cidade, e muitos terrenos baldios aguardando ocupação.  Seguindo em direção a noroeste, já na região das praias da cidade, as mansões dos ricos da cidade se escondem atrás de grandes portões e muros.

A orla de São Luis

A bela orla de São Luís

A orla é bonita e bem conservada, mas as praias são fracas e feias.  A água é escura – apesar de o pessoal da Secretaria de Meio Ambiente, cuja sala de reuniões tem uma vista panorâmica para uma das praias, sendo esta uma das vistas mais bonitas da região, garantir que ela é limpa.

Do outro lado da baía de São Marcos, fica Alcântara, a cidade onde existe a base de lançamento de foguetes.  Uma balsa faz a travessia duas vezes por dia, sempre na maré cheia.  Isso porque a região apresenta uma amplitude de marés enorme, que pode chegar a sete metros, segundo informações que recebi.  Dizem que o passeio de um dia lá vale a pena, indo na primeira balsa do dia e voltando na segunda e última balsa.  Eu não conferi, mas fiquei na maior vontade.

Imagem da pobreza no centro histórico

Imagem da pobreza no centro histórico

Fora isso, São Luís ostenta uma pobreza enorme.  É muita gente pobre mesmo, para todos os lados.  Outra coisa onipresente na cidade é a figura de José Sarney e sua família.  A quantidade de ruas e monumentos públicos com o nome Sarney é enorme.  A maternidade, o fórum, a avenida principal, tudo leva o nome de alguém da família Sarney (no caso da avenida principal, o nome do próprio José Sarney).  É como se a cidade fosse o quintal de sua casa, como se aquilo fosse um grande feudo, ou, acho que mais apropriadamente, como se ele fosse o coronel da região, o rei da cocada preta.

Restaurante do Senac

Restaurante do Senac

Por falar em cocada preta, a comida lá é farta e barata.  No centro, ouvi dizer que o restaurante do Senac, pertinho da Catedral, oferece comida boa, farta e barata a todos – acompanhado da recomendação de chegar cedo ao restaurante para conseguir comer as maravilhosas e generosas postas de peixe, disputadas a tapa pelos famintos clientes.  Desavisados, os integrantes do meu grupo, em um jantar (em outro restaurante), pediram comida demais (um prato para três pessoas).  Sobrou muita comida.  Deu dó.

E é só isso.  Mais nada.  São Luís acaba aí.  Apesar disso, não fosse o elevado preço das passagens aéreas para lá e a falta de voos (que agora não tem mais acento) diretos do Rio, eu teria vontade de retornar para conhecê-la com mais vagar.


Respostas

  1. Quando comecei a ler o post, me lembrei de João Pessoa, que conheci quando fui a trabalho, três anos atrás.

    A impressão que me deu é que não era uma capital, mas uma pequena e pacata cidade do interior… Não tive a oportunidade de conhecer muito da cidade, restaurantes, mas já ouvi dizer que vale a pena a ida a passeio. Quanto a São Luis, morro de vontade de ir!

    beijos

    João Pessoa eu não conheço. Mas acredito que a única diferença seja a beleza da praia.

  2. Nossa, quanta falta de humildade, de espirito, de conhecimento, é realmente triste que existam pessoas assim. Não posso dizer mais nada de uma pessoa dessas, é perca de tempo.

    Você fala de mim assim, Adelmo? Fale isso dos governantes do Maranhão, que deixaram sua capital – uma cidade que tinha tudo para ser a mais linda do nordeste, mais até que Fortaleza, Natal, Recife e Salvador, com toda sua história, gente e tradições – do jeito que ela é hoje! Também acho perDa de tempo discutir com quem permite que clãs clientelistas como os Sarney permaneçam anos no poder, enquanto o povo empobrece. Infelizmente, o povo do Maranhão permitiu. Eu, se fosse você, aproveitaria para aprender com alguém de fora, que viu aquela realidade pela primeira vez, de maneira imparcial, para refletir e, se ainda der tempo, mudar.

  3. Sou ludovicense e há 3 anos resido no Rio, adoro o Rio, o que mais gosto são as pessoas, meus amigos e etc…são maravilhosos, educados, demais…amo são Luís, mais reconheço muito do você relatou sobre sua viajem, ela tem a parte velha por preservação do patrimônico històrico reconhecido pela UNESCO, e a cidade moderna que é um bairro de São Luís, as prais são de água mexida coisas da região devido ao grande nº de mangues, muda de acordo com a época tem tempo que estar clara outras escuras… e as marés altas pois fica próxima da linha do Equador, isso é algumas prais… pois a litorânea, calhau não são assim, e são as mais bem frequentadas e bonitas…pena que você não teve tempo pra conhecer mais, pois ela tem mais pra se encantar do que pra se lamentar, eu conheço o Rio e lá a desigualdade social é menor do que aqui, vc não ver mendigos na rua e nem pessoas sem teto, sem comida e sem uma vida digna de um ser humano, você ver pobres e não miseráveis no meio de pessoas milionárias como na orla de Copacabana, adoro estar no Rio mais devido as pessoas pois a cidade é bonita como se diz maravilhosa mais pena que não pode acordar 5 hs da manhã como vc fez em São Luís pra andar no centro sem o grande risco de ser assaltado ou morto, a uma grande diferença do Rio pra São Luís poisnãotem o que comparar, São Luís não uma cidade de grandes construções civis, indústrias como o Rio, se quer uma cidade movimentada e de pessoas maravilhosas aqui é uma ótimo lugar pra trabalhar e trabalhar, São Luís ´uma cidade pra se viver, ser feliz e poder curtir momentos tranquilos e agradáveis, é calma e quem vai do Rio pra lá acha calma até demais, entendo você e muito pois viajei pra lá e tive a noção o que vc tve, falta muito respeito e zelo do governo com a cidade e o povo, mais nada é perfeito, rsrs…um dia volto a morar em São Luís pois apesar de saber tudo isso e mais um pouco o amo essa cidade, mais tmb não sou hipócrita
    em relação aos defeitos e melhoras ali serem fitas.

    Caro Tiago, seja bem vindo e volte sempre. Gostei do seu comentário (da parte dele que eu consegui entender, pelo menos) e concordo com quase tudo que você disse. Lamento apenas ter encontrado muita miséria ao lado de muita gente podre de rica lá no Maranhão também, assim como no Rio, assim como no Brasil. Abraços!

  4. É… além de mal educado e desorientado, quem é você para falar da cidade de São Luís? Com certeza não teve tempo na sua agenda tão importante para conhecer nossa capital.
    Que pena! Não precisa vir aqui novamente, pois parece estar convencido de já ter olhado tudo!

    Oi, Inara, seja bem vinda!
    Não entendi a razão da agressividade. Se disse mal, diga o que, não xingue de mal educado nem de desorientado. Nas palavras que escrevi, não há palavrões nem falta de respeito a ninguém. Tampouco há referências geográficas que transpareçam o meu senso de direção.
    Para falar de qualquer lugar, basta ter estado lá uma única vez. Eu estive lá uma vez e escrevi o que eu vi. Se o que eu vi não foi bom (ao menos não como eu esperava), será que a culpa é minha?
    Adoraria retornar a São Luís, e estou certo de que terei muitas oportunidades para retornar. Mas os ludovicenses terão que ralar dobrado para me convencer do contrário…

  5. Não acredito que pessoas como você se prestem a denegrir a imagem de uma cidade que nem sequer conhece. Pelo que está falado no seu noticiário, nota-se a completa falta de informação sobre a nossa capital, sendo colhido somente o lado negativo que todas as cidades do Brasil, inclusive a sua, apresentam atualmente. Falando do Saudoso Sarney, considero-o como um GRANDE E INTELECTUAL LIDER POLÍTICO, homem de grande importância para o nosso Estado e para o Brasil, poítico este juntamente com sua família que construíram o maranhão sendo que, tudo o que nós dispomos no nosso Estado e em São Luís foi realização dele e de sua família ou por alguém apoiado pelo mesmo. Por outro lado alguns políticos que tiveram a credibilidade do povo só enganaram a consciência democrática das pessoas usando o poder econômico do Estado para espalhar e contaminar todo o Estado com corrupção e abuso do poder que lhes foi outorgado. A democracia sempre foi respeitada em nosso Estado…

    Caro Pablo, seja bem vindo e volte sempre.
    Depois do seu comentário, resolvi ler novamente o que eu escrevi. Cheguei à conclusão de que eu peguei leve demais com São Luís. O seu comentário me fez crer que São Luís é pior do que eu imaginava. Sim, porque eu pensava que apesar de seus governantes, o povo que vivia ali era bom. Mas defender o Sarney… Faça-me o favor! É por isso que aquilo vai continuar sendo a roça que é!

  6. Senhores, permitam-me uma intromissão, sou de São Paulo, Capital, há exatamente 1 ano realizei um grande sonho, conhecer São Luis e Seus Lençois. Devo confessar que o passeio a Lençois é um capitulo à parte, deve ser visitado por todos os brasileiros, mas apenas uma vez é suficiente. De resto, endosso tudo que foi dito sobre a pobreza, a decadência politica imposta pelos mandatários do clã Sarney, ao contrário do abnegado editor, que relata uma visita rápida, tive oportunidade de ficar pelo menos 3 “longos dias” na capital e ver de perto o abandono dos edificios históricos, entregues ao lixo, lamentavelmente, fiquei triste e decepcionado. Conheço todas as capitais do norte e nordeste, portanto posso sim compará-las, e reafirmo que São Luis não tem estrutura séria preocupada com a recuperação turistica. Mas relaxem, caros ludovicenses, nem por isso deixarei de retornar, prova é que já estou de viagem marcada para conhecer as famosas festas juninas, e desta vez quero ir para o interior, região de Pedreiras, quem sabe possa execrar a péssima inpressão que tive da capital.

    Eziquiel, seja bem vindo e volte sempre.
    Apenas para ilustrar o que eu disse, gostaria que todos vissem esta notícia. Não a indico contente – muito pelo contrário, indico-a com tristeza e dor. E apesar de todas as indicações ruins que eu fiz de São Luís, jamais disse que não voltaria lá (ao revés, eu disse que gostaria de voltar para conhecê-la melhor): sinal de que gostei da cidade, mesmo que ela esteja longe (muito longe) da perfeição.

  7. [...] política, economia, muita geografia, alguma história…  Li  bastante, aprendi um bocado.  E recebi um monte de comentários dos ludovicenses aqui no blog, sempre defendendo a terra natal.  Não aprendi tudo, mas certamente muito mais do que eu sabia [...]

  8. Escrever! Difícil, não? Qualquer palavra usada no lugar errado leva a muitos questionamentos. Tirando as questões de pobreza e política, onde qualquer pessoa com um tele-encéfalo altamente desenvolvido + polegar opositor podem perceber (não desmerecendo suas observações quanto a isso), suas observações quanto a cidade, questões históricas, chegam a ser constrangedoras. Ao afirmar frases do tipo:
    “E deu para visitar algumas igrejas, inclusive a catedral, que é bonita e muito bem conservada, mas não se compara às obras de arte do interior de Minas Gerais.”
    Um pouco de história não faz mal a ninguém, principalmente se trantando do contexto histórico em que estas diferentes regiões estiveram inseridas em séculos de colonização. E vc continua fazendo comparações e estabelecendo modelos ao escrever, “Tem um shopping (que no Rio seria chamado de mera galeria)”. No Rio? Só? Me fez perceber como o Brasil tem galerias. E… “…as praias são fracas e feias. E é só isso. Mais nada. São Luís acaba aí.”
    Quando falar de algum lugar, fuja das comparações, dos modelos estabelecidas, e amplie suas percepções.
    Só lembrando, São Luís não “é só isso”, vai precisar de muitos dias para conhecê-la melhor. Convido também para conhecer o restante do estado. E quando convido para conhecer essa região, não quero que veja apenas paisagens bonitas, pois o que nos impressiona não necessariamente é belo.
    Quanto ao Brasil e suas “galerias”, vai precisar da vida toda.
    Se não for possível, escreva menos e nada de comparações.

    Andréia, seja bem vinda e volte sempre. Gostei muito dos seus comentários, da sua defesa apaixonada da cidade de São Luís e do estado do Maranhão. Consertei o erro de digitação e apaguei os comentários que o retificavam – acho que vc vai compreender isso.
    Comparações são uma ferramenta de argumentação. Para mim, são válidas em qualquer situação. Reconheço que não fiz o alerta – e por isso disse que gostei dos seus comentários – mas eu as fiz neste post apenas para dar ao leitor que não conhece a longínqua São Luís uma ideia do que eu estava querendo dizer.
    Recomendo a leitura também do outro post que escrevi sobre São Luís.
    PS. Meu polegar não é opositor, meu indicador pode ser.

  9. Andréia, fico constrangido em fazê-lo, mas não posso me furtar de debater um pouco mais, pelo menos mais uma vez, eu havia dito que voltaria ao Maranhão e realmente estive em São Luis e em Pedreiras no mes de Junho pp. Não só ratifiquei minha péssima impressão anterior, como sai dai decepcionado, não com a História, essa é peculiar de cada região de nosso Pais, tem seu valor e jamais morrerá, me orgulho de ter a oportunidade de conhecê-la aos poucos.
    Mas com o povo mesmo, politicamente mediocre, esse Sarneysmo está aniquilando voces e não são capazes de perceber, tão profunda se tornou a podridão, a corrupção descarada.
    Fico triste de ter de negar meu patriotismo como BRASILEIRO, mas é assim que teremos que pensar se as coisas não mudarem. Vá lá em Pedreiras como eu fui, 5 horas de viagem para percorrer apenas 270 km. Se é verdade que foram vitimas das enchentes, a situação apenas se agravou com o abandono das estradas, enquanto isso em São Luis, a FAMIGLIA constroi praçinhas só para colocar o nome de alguem do clã. Meus pêsames a voces.

    Endosso cada palavra do Eziquiel. Realmente, a situação é historicamente lamentável. O povo do Maranhão, ao aprovar a família Sarney, cria – no mal sentido da palavra – a peculiaridade da sua história… e do seu futuro também.

  10. não podemos julgar a parte central da capital maranhense como um todo, portanto acho este pst totalmente idiota e equivocada. Pois São Luís é linda a cidade é grande sua população matematicamente já tem mais de um milhão de pessoas sem contar com a Região Metropolitana da Grande São Luís. As praias são fantasticas, principalmente avenida litoranea, Ponta D´Areia e Araçagy. A capital maranhense tem muita pobreza, assim como qualquer outra capital brasileira, sobretudo as maiores. Resumindo São Luís como um todo é grande, linda e e cheia de lendas e misterios artisticos e culturais!!!!!!!!!!!!!

    Nataniel, seja bem vindo e volte sempre. Desculpe não ter gostado da sua cidade. Já tive a oportunidade de retornar lá várias vezes, depois desse post, e continuo não gostando dela. Sinto muito, mas ela é feia mesmo. Dá um passeio pela Liberdade (terra do reagge) e me diz se lá é legal.

  11. Quando não tinha tantos conhecimentos, acha que o Rio de Janeiro era a cidade”maravilhosa”, mas será mesmo? Tantas favelas, tantos crimes ediondos, mendigos como areias do mar, quem é vc carioca pra falar da minha linda cidade São Luís do Maranhão? a cidade maravilhosa na minha opinião é o Reino dos Céus, e não uma cidade cheio de constraste como o Rio, e só pra alertar vc , visite o sit do IBGE e confirma lá que São Luís é realmente a 27° economia mais forte do país entre as mais de 5.560 idades brasileiras.

    Se São Luís, sendo a 27ª economia mais forte do país, é o que é, eu não quero conhecer quem está pior que ela nesse ranking.

  12. São Luís é um município brasileiro, nas coordenadas geográficas latitude S 2º31´ longitude W 44º16, a 24 m de altitude, capital do estado do Maranhão. O clima da cidade é tropical, quente e úmido. A temperatura mínima na maior parte do ano fica entre 20 e 25 graus e a máxima geralmente fica acima de 30 graus, possui duas estações distintas: a estação seca, de julho a dezembro, e a estação chuvosa, de janeiro a junho. A média pluviométrica é de 1953 mm. A menor temperatura já registrada na cidade foi de 15°C no mês de Maio, e a tempetura maxima já registrada foi de 38°C no mês de Novembro. Está localizado na ilha homônima (Upaon-açu, na antiga denominação dada pelos índios Tupinambás traduzindo “Ilha Grande”), no Atlântico Sul, entre as baías de São Marcos e São José de Ribamar. Juntamenete, com as cidades de Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar , constitui a Região Metropolitana da Grande São Luís, possui 957.899 habitantes sendo a 16º cidade cidade mais populosa do Brasil. São Luís é a única cidade brasileira fundada pelos Franceses , é uma das três capitais brasileiras localizadas em ilhas (as outras são Florianópolis e Vitória). De acordo com dados do IBGE possui o 12º maior parque industrial entre as 27 capitais do Brasil. A cidade, que se relacionava mais com as capitais européias que as outras cidades brasileiras, foi a primeira a receber uma companhia italiana de ópera. Possuía calçamento e iluminação como poucas do país. Recebia semanalmente as últimas novidades da literatura francesa. As grandes fortunas algodoeiras e os comerciais locais enviavam seus filhos para estudar em Recife, Salvador, Rio de Janeiro e, principalmente na Europa. É nessa fase que São Luís passa a ser conhecida por “Atenas Brasileira”. A denominação decorre do número de escritores locais que exerceram papel importante nos movimentos literários brasileiros a partir do romantismo. Surgiu, assim, a imagem do Maranhão como o estado que fala o melhor português do país. A primeira gramática do Brasil foi escrita e editada na cidade de São Luís por Sotero dos Reis. Mesmo nos dias atuais a cidade ainda tem uma grande vocação natural para a literatura e poesia. A denominação “Ilha do Amor” foi atribuída em função ao grande número de poetas que louvaram a cidade e pelo romantismo que a própria arte carrega. A capital maranhense é conhecidade também como ‘’ A cidade dos Azulejos” devido a arquitetura e decoração azuleijada frontal dos antigos casarões, provenientes dos países europeus . As fachadas de azulejos, tradicionais na cidade foram feitas para protegê-las do calor e da umidade, dão um colorido especial às ruas, sacadas de ferro, janelas e portas monumentais são características da região e fazem lembrar o passado. Como se não bastasse, São Luís torna-se a “Jamaica Brasileira” devido adoção do reggae jamaicano que chegou com força no Maranhão nos anos 70, e até hoje continua forte. A cidade foi tombada pela UNESCO como Patrimônio cultural da Humanidade, em 1997. Possui um acervo arquitetônico colonial avaliado em cerca de 3500 prédios, distribuídos por mais de 220 hectares de centro histórico, sendo grande parte deles sobradões com mirantes, muitos revestidos com preciosos azulejos portugueses. Vários prédios foram restaurados; a Prefeitura, por exemplo, funciona no Palácio la Ravardière, construção de 1689. A cidade conta com 5 terminais de transporte coletivo e transporta cerca de 180 mil pessoas por dia e é operado por 16 empresas além de ter um moderno sistema de bilhetagem eletrônica. Dentre os hospitais da cidade merecem destaque os Hospitais Sarah do Aparelho Locomotor, um importante centro de reabilitação locomotora e ortopédica do Brasil e Presidente Dutra conhecido como Hospital Universitario o unico que desenvolve transplente do coração no Marnhão. A inauguração do Porto do Itaqui, em São Luís, atualmente o segundo em profundidade no mundo, ficando atrás apenas do de Rotterdam, na Holanda, é um dos mais movimentados do país, serviu para escoar a produção industrial e de minério de ferro vinda de trem da Serra dos Carajás, atividade explorada pela Companhia Vale do Rio Doce. A estratégica proximidade com os mercados europeus e norte americanos fez do Porto uma atraente opção de exportação, mas padece de maior navegação de cabotagem. A economia ludovicense baseia-se na indústria de transformação de alumínio, alimentícia, turismo e nos serviços. São Luís possui o maior PIB do estado, sediando duas universidades públicas (UFMA e UEMA) e vários centros de ensino e faculdades particulares. Segundo o último levantamento de dados do IBGE a cidade de São Luís possui o PIB de R$ 9.340.944.000,00 sendo assim a 29º economia nacional entre os mais de 5.560 municípios brasileiros, e ocupando a 14º Posição entre as capitais. São Luís tem praias bonitas, mas um pouco diferente de outras regiões do Nordeste. Suas águas são mais escuras e, por estar próxima à linha do Equador, ocorre uma das maiores variações de marés do mundo. Em períodos de 12 horas, o mar pode subir até 8 metros. Essa variação é mais nítida perto do Porto de Itaqui, mas mesmo assim, se você se distanciar muito na vazante, pode ficar difícil voltar à areia. A praia preferida da garotada e dos surfistas é a de São Marcos, possui como maior atrativo as dunas de areia amarelada e fina. Na praia estão localizados o Forte e o Farol de São Marcos, e um dos grandes chamarizes do local é o pôr-do-sol, que impressiona os visitantes. Essa praia não se destaca apenas pela beleza, mas também pela agitação dos bares instalados na orla, especialmente as radiolas, tornando-se uma boa opção durante o dia ou à noite. Para quem quer privacidade, a melhor escolha é a praia de Araçagi, bem distante do centro e com paisagem repleta de dunas e falésias. São Luís conserva importantes tradições folclóricas, como o Bumba-Meu-Boi e o Tambor-de-Crioula. A influência européia dos portugueses, franceses e holandeses aliada com a cultura afro-americana e indígena contribuiu demais para a identidade cultural do povo. O artesanato local expressa bem tal miscigenação, através de peças bem características. A comida típica é feita à base de frutos do mar e temperos exóticos. Na cidade, vale à pena experimentar o “arroz-de-cuxá” acompanhado por doces de frutas típicas. A Intravel oferece como opção de hospedagem em São Luís alguns dos melhores hotéis da cidade e que vão permitir aos turistas conhecer o melhor do atendimento e da hospitalidade Maranhense. Alguns bairros da capital exibem belas imagens urbanas (casas luxuosas, monumentos e prédios modernos) com uma infra-estrutura bem planejada, estes bairros ficam próximo ao litoral ludovicense, são eles: Renascença, Calhau, São Marcos, Ponta do Farol e Ponta D`Areia. Pra quem gosta de curtir a natureza, São Luís, conta o Parque Ecológico do Maracanã, criado, em 1990. A idéia do parque surgiu do professor e engenheiro agrônomo João de Souza Guimarães, o “Joca”. Ele registra a importância de conscientização da população sobre a preservação do meio ambiente, principalmente dos rios, entre eles o riacho Bacanga, um dos principais afluentes do Batatã que abastece parte de São Luís. Esse trabalho é feito a partir de palestras em escolas e conta com um grupo de 30 crianças e adolescentes que estão sendo treinadas e educadas para a preservação ambiental e para servirem de guias turísticos do Parque. As crianças são responsáveis ainda pela coleta das sementes, replantios, venda e distribuição das mudas, na comunidade e aos visitantes. As sessenta espécies de plantas, por ele catalogadas dentro do Parque, receberam placas de indentificação, a fim de facilitar a orientação de guias e turistas. Observa-se nas trilhas a beleza de plantas nativas amazônicas e do cerrado, além de outras trazidas de diversas regiões do Brasil como os juçarais, a andiroba, cedro, cumaru, pau-brasil, buriti, babaçu, seringueira, árvore da amizade, bacabeira, eucalipto, teca, que segundo Joca, é utilizada para fazer moldes de avião. Vê-se ainda uma das árvores de madeira nobre mais cara do mundo, o mogno. O parque dispõe de três trilhas diferentes e é regularmente visitado por muitas escolas, universidades. Está aberto à visitação regular. O Parque Estadual do Bacanga O cenário tropical da ilha de São Luís inclui ainda uma área de floresta amazônica, a menos de 10 km do centro histórico da cidade: a Reserva Florestal Estadual do Bacanga e guarda o que sobrou da mata amazônica que, em séculos passados, cobria toda a Ilha e quase todo o Maranhão. Esse oásis urbano de 3.065 hectares tem árvores de até 30 metros, uma flora e fauna variada que está sendo estudada pelos cientistas, como por exemplo o bicho preguiça e o macaco prego. Somadas às belezas naturais do parque há ruínas de uma antiga fábrica de cortume no local chamada Sítio do Físico, que nos remonta ao período Imperial. Por enquanto, o acesso à floresta é limitado, mas a Secretaria de Meio Ambiente e Turismo está executando um plano de manejo que deverá incluir área para o turismo ecológico por meio da criação de um Parque Botânico na área com trilhas ecológicas interpretativas, mirantes, laboratórios, mini-zoológico, centros de recreação e educação ambiental. Enquanto isso não acontece, outras opções podem satisfazer o desejo de quem quer um contato mais próximo com a natureza. Por exemplo, a Área de Proteção Ambiental do Maracanã, a aproximadamente 24 km do centro e acesso pela BR-135. Nesta área, está localizado o Parque da Juçara, onde todos os anos, em outubro, acontecem a Festa da Juçara, onde também se preserva outras espécies de interesse ecológico, como o babaçu, buriti, bacuri e a juçara. A região do maracanã já inaugurou, este ano de 2003, várias trilhas ecológicas com placas de identificação das espécies de árvores, com visitas guiadas por adolescentes da comunidade. Também, pra quem quer ver mais da Amazônia na Ilha, pode agendar uma visita ao Parque Ambiental da Alumar, parque particular localizado nas dependências da fábrica, que abriga uma amostra exemplar (floresta secundária) do que foi a floresta da ilha de São Luís com várias trilhas guiadas, observação de flora e fauna e atividades de educação ambiental. Recentemente, São Luís ganha o título de Capital Brasileira da Cultura 2009 em nível internacional. Já não são apenas os brasileiros que têm conhecimento dessa comenda recebida pela capital maranhense. Na Europa, já existem diversos órgãos disseminando e valorizando o título. O Bureau Internacional de Capitais Culturais divulgou, da sua sede em Barcelona, que a cidade de São Luís, na sua condição de Capital Brasileira da Cultura 2009, terá um espaço específico no Centro Internacional de Documentação de Capitais Culturais de Atenas (Grécia), cidade que foi a primeira Capital Cultural da história, em 1985, com o título de Capital Européia da Cultura. Toda a documentação que a Capital Brasileira da Cultura São Luís 2009 produza durante este ano será arquivada…

    Um belo “testamento” sobre a cidade. Mas não melhora nada a minha opinião sobre ela. Sinto muito. Volte sempre!

  13. a principal cidade da Região Metropolitana Grande São Luís, possui 997.098 habitantes sendo a 16º cidade cidade mais populosa do Brasil. São Luís é a única cidade brasileira fundada pelos Franceses , e é uma das três capitais brasileiras localizadas em ilhas (as outras são Florianópolis e Vitória).
    De acordo com dados do IBGE possui o 12º maior parque industrial entre as 27 capitais do Brasil. É considerada também em pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) uma das melhores cidades para se trabalhar no Brasil. São Luís é a quarta maior cidade da Região Nordeste e a 13ª maior capital brasileira.E mais,Sao Luis tem o PORTO natural mais FUNDO do mundo…RIO de JANEIRO nao tem cultura, nao tem historia,é uma cidade sem RUMO,onde as pessoas vivem pro TRABALHO e nao tem oportunidade se quer, de ver um por do SOL,a unica imagem que olham todo dia,é de violencia,acidentes e engarrafamentos…Isso é cidade pra se viver???

    A geografia de São Luís é mesmo ímpar. Mas o que os franceses planejaram para ela não foi levado a cabo pelos seus sucessores na ocupação da área, infelizmente. O patrimônio daquela época está depauperado. O porto natural mais fundo do mundo foi vendido a preço de banana para a Vale. Outros empreendedores querem investir lá mas esbarram em politicagem, falta de verba, falta de capacidade técnica e desinteresse dos governantes no bem comum da população.
    E, a propósito, você já viu a quantidade de pessoas que todos os dias lota o arpoador para assistir o pôr do sol?

  14. Oi, sou maranhense (com muito orgulho). Nasci no interior desse estado, no município de Brejo. Vivi parte da minha infância nesse interior e outra parte em São Luis.
    Em 2001 (quando eu tinha 12 anos), eu e minha família nos mudamos para Recife, onde vivo até hoje.
    Como meu pai ainda mora no Maranhão, passo grande parte das férias no meu amado estado.

    Parabéns pelo post. Você escreveu muito bem a respeito de São Luis – na perspectiva de um turista.
    É inegável o que você falou do descaso político e da pobreza em São Luis. A família Sarney, tendo governado o Maranhão durante tanto tempo, poderia ter feito muito mais. Só deixou a desejar.
    São Luis, de fato, é pequena. Não tem muitos McDonalds, nem tem mega shoppings. A água do mar é escura mesmo. A desigualdade de renda é enorme.
    Enfim, concordo com grande parte de tudo que você escreveu.
    Mas, Leandro, uma coisa é certa. São Luis é uma ótima cidade para se viver. Quem me dera pudesse voltar a morar lá.
    A água da praia é escura, mas não é poluída – e o melhor, não tem tubarão – rs. O shopping não é lá um Shopping Recife da vida, mas é suficiente para você se divertir com amigos ou sair com a namorada. Evidente que existem bares, restaurantes, casas de shows, que você não conheceu, e servem como entretenimento. Toda cidade tem. Big Mac é bom? É! Mas, meu caro, eu prefiro minhas comidas regionais a esse estilo norteamericano de se viver. Prefiro poder sair às ruas com tranquilidade, com o vidro do carro aberto, a viver no constante medo de ser assaltado em qualquer sinal de trânsito. Prefiro ver casas paupérrimas a ver mães com crianças desnutridas mendigando nas ruas. Não que São Luis não tenha mendigos, mas aqui em Recife (e creio que também no Rio) é alarmante a quantidade.
    O que quero dizer é que prefiro viver numa cidade menor, sem tantas atrações dessa globalização alienante, podendo dar um bom dia a pessoas que têm tempo para viver. Pessoas que podem lhe responder com um sorriso no rosto, e não estressadas com o engarrafamento e a poluição sonora e do ar.
    Se for pra São Luis crescer de forma insustentável como ocorre com a maioria das grandes cidades brasileiras, melhor ela ficar como está.

    Fausto, seja bem vindo e volte sempre!
    Dos ludovicences que apareceram aqui para comentar e defender sua cidade, sua análise foi a mais ponderada e racional. Concordo com você em quase tudo o que você disse, mas temo pelo futuro de São Luís, a partir da constatação do presente: muita coisa podia ter sido feita pela cidade e pelo estado mas não foi. Tenho dúvidas se a política local permitirá aos maranhenses uma nova oportunidade.
    Mas há horas do dia que São Luís já tem engarrafamentos…

  15. Prezados, possivelmente irei trabalhar em São Luis – MA tranferido pela minha companhia a Oi.
    Qual o melhor bairro para se morar na cidade, Renascença? o aluguel é caro? Morar na praia é interessante?
    Preciso de dicas.

    Eu acho a Renascença um bom bairro de classe média. Se você tiver bala na agulha, vale a pena olhar a Ponta D’Areia ou o Calhau. Qualquer outra coisa não vale a pena.


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