É muito estranho escrever sobre um filme depois de tanto tempo passado desde que eu o assisti. Acho que o vi há um mês. Embora continue intrigado com a história, tão original me pareceu a trama, continuo considerando-o apenas mais um filme interessante (o que é raro) produzido por Hollywood nos últimos anos.
O mais interessante do filme, ao meu ver, foi como, ao mesmo tempo, a minha maior dúvida sobre o enredo foi tratada de maneira não científica mas com alguns detalhes científicos peculiares e explicativos: como uma pessoa “nasceria” velha e “morreria” jovem. A explicação, contudo, não me convenceu – mas para um filminho apenas, passou sem maiores restrições.
O corpo nasceu pequeno como um bebê, cresceu e voltou a ser pequeno. A mente, nasceu imatura como a de um bebê, tornou-se madura como a de um adulto e voltou a ser imatura como a de um adolescente. Nada que fizesse muito sentido. Chamou a minha atenção, apenas, um dado que reputo verdadeiro (quem quiser tentar provar o contrário, sinta-se à vontade): Benjamin Button era, apesar da pouca idade, respeitado por terceiros pela sua aparência idosa, apesar das suas idéias e maturidade adolescentes (ele era, verdadeiramente, um adolescente!).
Dizer que a maquiagem era perfeita, que a atuação de Brad Pitt era boa, a música e a fotografia são bastante elogiáveis, a esta altura do campeonato, parecerá um clichê ou falta de imaginação. Mas eu não me furto a repetir quão elogiáveis são essas características técnicas do filme.
E, apesar de longo, o filme não é enfadonho nem cansa tanto quanto outros dramas de menor duração. A forma como ele aguça a curiosidade do espectador torna a trama leve e saborosa. O finalzinho é que é meio triste e despropositado, a forma como a velha morre… Mas não vou adiantar nada: vai que alguém ainda não viu o filme?


Não assisti. Vi o filme da mulher dele, A troca, muito mais pelo diretor, Clint Eastwood. Os dois resolveram fazer filmes longos que, no entanto, não são enfadonhos.
Aliás, para mim, em determinado momento o filme se divide e começa a contar uma história dentro da história. Achei interessante, apesar de não ter gostado tanto da atuação dela (a voz dela me incomodou o filme todo).
Não assisti esse ainda. Nem sei se vou conseguir. Mas não entendo a razão pela qual os filmes mais aplaudidos pela crítica são, quase sempre, dramas… Eu gosto de comédias ou tiroteios…
Por: Paula em 27 Fevereiro 2009, 4:38 pm.
às 4:38 pm