Fico imaginando como deve ter sido a conversa de Lula com Obama, num sábado 14, em plena Casa Branca. E não consigo deixar de imaginar. Conversa com intérprete, cheia de gente em volta, talvez dando pitacos, duas pessoas completamente diferentes, com visões diferentes de mundo, missões diferentes no exercício da presidência de seus países… Quem falou mais? Quem ouviu mais? Qual a utilidade do que se conversou ali? A quem a conversa foi mais proveitosa?
Na verdade, o que eu imagino mesmo é: se ambos tivessem um blog, o que publicariam imediatamente após a entrevista? Quais seriam as impressões mútuas? Vou dar um palpite – só um palpitezinho não faz mal.
No blog do Obama, ele diria o seguinte (já traduzindo, obviamente, porque ele não iria escrever em português): um incrível encontro de mentes (reparem o cuidado com as palavras: o encontro foi incrível, não as mentes dos presentes). Eu queria fazer um monte de perguntas sobre o Brasil, o Rio de Janeiro, o Carnaval, mas ele só queria falar de etanol, etanol, etanol (a única palavra em português que eu entendia)… Bastante monótono. Com quinze minutos de conversa, eu já estava olhando para o relógio, torcendo para o tempo passar mais rápido. Reparei que ele não possui um dos dedos da mão esquerda, mas o que eu não conseguia parar de olhar era para aquelas orelhas imensas. Elas, e aquela barba desgrenhada, devem ser a alegria dos chargistas do Brasil. E aquelas pessoas que vieram com ele? Eles devem usar barba igual árabe usa bigode, porque aquele ministro das relações exteriores também usava barba (veja a foto). Mas eu fiquei assustado mesmo com aquela ministra que os acompanhou (lá no fundinho da foto). Ela tem uma cara assustadora, rosto inchado. Passou a reunião toda calada, olhando para ele com seriedade, com ar de quem o controlava só com o pensamento. Parecia uma mulher observando o marido flertando com outra. Muito estranhos esses sul americanos…
No blog do Lula, o mesmo bate-papo renderia as seguintes memórias: apertadinho o tal do salão oval. A minha sala no Planalto é muito maior que aquela. Esses americanos são muito engraçados mesmo: têm bomba atômica mas não sabem fazer um motor de carro flex. E só falam a língua deles e querem que todo mundo fale também. Por que ele não fala português? Não pode reclamar. E o pior é que todo presidente dos Estados Unidos é assim… Aquele outro era pior ainda. Ele nem é tão negão assim como diziam. Se fosse no Brasil, iam dizer que ele era moreno ou um negão com anemia, coisa do gênero. Mas o papo foi legal, agradável, vai render bons frutos para o Brasil.
* Este post cumpre o desafio proposto pela Fiona de misturar as palavras “anemia, relógio e Obama”.


Eu imaginaria isso num papo com as esposas, não num blog. Afinal, alguém poderia descobrir, jogar na internet e como ficariam as relações entre os dois países?
O pior é que a D. Marisa não contribuiria em nada para melhorar as conclusões do marido. Já a Michelle teria muito a dizer sobre a D. Marisa.
Quanto à Dilma. A vi, bem de pertinho, no final de 2007. Um horror. A vi, recentemente, pela televisão depois da plástica. Um horror esticado.
Mas é que eu me imaginei na cena. Da conversa resultaria, então, um post, assim como aconteceu com a Francisca e suas duas histórias.
Por: Paula em 16 Março 2009, 8:50 am.
às 8:50 am