Acho absurdo o espaço que eu gasto da minha mente para decorar os buracos que existem nas ruas da cidade. Em cada rua que eu entro, por cada cantinho que eu dirijo, tenho mapeado na mente os buracos da rua – entendam-se por buracos os buracos, os bueiros que não foram nivelados desde os reasfaltamentos ocorridos nos últimos 30 anos nas ruas da cidade (são muitos!), as grandes oscilações no pavimento (carinhosamente apelidadas de calombos) e as crateras (aquelas que, quando jovens, eram apenas buracos, mas que evoluíram).
Por exemplo: desde que eu me entendo por gente, na descida do Viaduto de Del Castilho (Av. Suburbana, sentido Cascadura) há um bueiro que cedeu parcialmente e transformou-se, tecnicamente, em um buraco. Um buraco de, pelo menos, 15 anos de idade. Ele está no Google Street View (imagem abaixo, para quem só acredita vendo)!
Recentemente, a Operação Asfalto Liso passou por ali. Perguntem se resolveu o problema do bueiro e seu buraco?
Uma das coisas que mais me preocupa, quando fico ausente da cidade por muito tempo, é atualizar meu mapa de buracos da cidade, aprendendo onde estão os buracos novos, principalmente. Normalmente meus pais me avisam, mas nem sempre é possível lembrar de todas as novidades na euforia da volta para casa. Quando eu voltar, vou ter que fazer isso.
Esquece isso, cara! Cê tá viajando, de férias, porra! Tinha nada melhor pra deixar programado, não?
Não tinha não.
concordo plenamente com o Eduardo viu
Idem.
Você decora buracos nas ruas? Putzgrila…! Como diz o meu cunhado português: que isso, bicho!
Para andar no Rio sem estragar o carro, é preciso.
Eu também decoro onde estão os buracos…
Preciso de (mais) análise?????
Acho que não. É instinto de autopreservação.
O que mais me angustia é ver que menos de semana depois de passar a operação “asfalto liso”, vem alguma concessionária de serviço público destruir a via recém pavimentada para lá deixar mais um buraco a ser tapado sabe-se lá quando…
E, quando tapar, tapar mal.
Não se esqueça das famosas “costelas de vaca”, uma sequencia de “calombos” perto do meio fio causada pela passagem contínua de ônibus sobre um asfalto vagabundo.
No Méier tinha uma costela histórica, ali na Dias da Cruz, perto da Pedro de Carvalho. Essa costela o “Asfalto Liso” conseguiu acertar (por quanto tempo?)
Sabe como é: se resolveu, daqui a dois meses ela aparece de novo.
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