Esta semana foi a vez de eu visitar a Tia Pediatra. Momento de grande expectativa para papai e mamãe ogros. Não porque eu tivesse algum problema. Nada disso! Na verdade, eles estavam muito curiosos para saber o quanto eu havia crescido desde a última consulta, um mês antes.
Chegamos meia hora mais cedo no consultório. Mamãe havia anotado errado o horário. Melhor errar para antes do que para depois do horário. Mamãe desculpada, fiquei lá esperando quietinha, dormindo no colo do meu pai, posicionado estrategicamente próximo à saída do ar condicionado. Ali estava fresquinho. No resto da sala de espera, um forno! O calor no Rio de Janeiro é pior do que o de dentro da barriga da mamãe.
A consulta acabou atrasando meia hora – total de uma hora de espera, uma hora de sono nos braços do meu pai, balançando para um lado e para o outro, sem fim. Que beleza! E quando começou, meus pais ficaram naquele blá-blá-blá sem fim com a Tia Pediatra. Em vez de irem direto ao assunto, feito eu faço quando estou com fome, eles ficaram cheios de rodeio. E o pior: alcaguetaram tudo o que eu fiz de errado no último mês! Quem tem amigo assim, não precisa de inimigo… Sorte que a Tia Pediatra é legal e disse para eles não ligarem muito para essas coisas.
Na verdade, a única coisa que ela reclamou é que a minha perna está… como é que ela falou mesmo? Superestimulada. Acho que é isso. Dessa vez, eu fiquei irada com ela: além de reclamar das minhas coxas grossas (muito mais bonitas e vistosas que as dela, certamente), ainda reclamou dos meus pais – como se eles estivessem me levando para a academia fazer leg press todos os dias… Deve ser inveja das minhas pernas. Não vou nem dar ouvidos a essa provocação.
Finalmente, depois de tanta lenga-lenga, ela me levou para a mesa e começou a me examinar: me segurou pela mão, puxou daqui, puxou dali, me apalpou dando batidinhas na barriga (disse que eu estava cheia de gases), meteu um negócio gelado lá dentro do meu ouvido e mexeu a mão de um lado para outro. Eu fiquei olhando a mão dela para lá e para cá, achei que ia acontecer alguma coisa, mas ela não fez nada além disso. Vai entender…
Depois disso tudo, ela me pegou no colo e me pôs na balança gelada. Trouxe de volta para a mesa, mediu minha altura e a circunferência do meu cabeção. Meus pais tomaram um susto com o resultado: como eu cresci! Em um mês, foram 6,5cm a mais de altura e 1,63kg a mais neste corpitcho. Oficialmente, eu agora meço 57cm e peso 5,220kg. Ou melhor, media e pesava, na última quarta-feira, porque, até a esta altura do campeonato, essa marca já ficou para trás.
Meu lema é o mesmo do Super-Homem: “para o alto, e avante!“
Que lindo, minha querida!!!
Mas como assim perna superestimulada?
Sarada, forte! Entendeu?
Nossa, mas como cresceu em um mês! É muita coisa mesmo.
E tô com a Sarita: perna superestimulada?
Já tá respondido. Entendeu também?
Sim, senhor. Entendido.
Ok, 02.
Tia Sarita, é que como eu logo logo vou nadar, já estou colocando minhas pernocas no ritmo.
Bjks
Mais ou menos isso. Eu só não sabia da parte da natação.
Hi! Babou!
Ahã, babou mesmo.
Eu recomendo! João Guilherme faz natação desde os seis meses e foi uma das melhores coisas que fizemos por ele até agora. Ajudou muito no desenvolvimento psicomotor e foi decisivo para ele começar a andar aos 10 meses.
Vocês querem mesmo me convencer? Ok.
Convençam a Fiona primeiro!