Até que a morte os separe?

Torcer para um time é mais sério do que casar. Quando o casal briga feio, um pára de falar com o outro, se sente ofendido, eles param de se falar, até viram inimigos mortais. Torcer é mais sério do que isso.

Torcer para um time é mais sério do que ter um irmão. Quando dois irmãos brigam feio, um pára de falar com o outro, se sente ofendido, eles param de se falar, até viram inimigos mortais. Torcer é mais sério do que isso.

Torcer para um time é mais sério do que ter uma religião. Quando um devoto se revolta, ele abandona sua fé, pára de rezar, se sente abandonado, maldiz e pragueja contra seu ex-deus, muda de religião. Torcer para um time é muito mais sério do que isso.

A torcida do Flamengo, ontem, deu uma mostra barulhenta, empolgante, emocionante, apaixonante do que significa torcer pelo Flamengo. Quem viu, entendeu. Ou não entendeu nada… O time venceu mas foi desclassificado; foi desclassificado mas a torcida bateu palma. Só entende o quão sério é tudo isso quem sabe o que é torcer para um time de futebol. E, principalmente, só entende o que aconteceu ontem, no Maracanã, entre a torcida e o time, quem torce para o Flamengo. Cada um ali tinha plena certeza de que nada os separaria, nem mesmo a morte.

Este post faz parte da série “O Cachambi era aqui!” e é uma republicação do original, achado após ficar muito tempo perdido.

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