Air France e Ibis

Air France e Ibis foram os principais viabilizadores logísticos e financeiros da minha viagem.  A eles, todo o meu agradecimento e todos os meus elogios pelos ótimos serviços e pelos bons preços.

À Air France, primeiramente, por ter me conduzido à Europa, em todos os trechos aéreos que fiz por lá, e de volta ao Brasil, sem problemas de nenhuma espécie – salvo dois pequenos atrasos nos voos para e de Londres, sem impacto significativo no resultado final da viagem.  E por ter feito tudo isso a preços módicos.  Só para se ter uma ideia, eu voei do Rio para Londres, com conexão em Paris; de Londres a Berlim, com conexão em Paris; de Berlim a Paris e de Paris ao Rio por preço menor do que a TAM me cobrava para apenas ir a Londres e voltar ou ir a Paris e voltar, no mesmo período.  Por isso eu digo que ela foi a principal viabilizadora financeira e logística da viagem.  Sem essa parceira, nada do que fiz seria possível, sob esses dois aspectos.

Os voos foram ótimos, desde a recepção pré-check-in no aeroporto até a devolução das malas.  Em Londres, por exemplo, eu quis tentar me entender com a máquina do check-in mas um funcionário da Air France, solícito até demais, tomou a dianteira e fez tudo para mim, sendo gentil o suficiente para ainda me ensinar, com ar de verdadeiro professor.  As equipes aéreas e de terra sempre estiveram sorridentes e prestativas, sem luxo mas também sem cara feia ou antipatia.  Valeu cada centavo do que eu paguei.  Só teve um defeito: na ida, no auge da pancadaria final entre Shrek e Rumpelstiltiskin, o filme acabou (foi interrompido) e começou outro.  Para compensar, vi na volta um dos meus filmes favoritos:Lisbela e o Prisioneiro.

Aos hotéis Ibis, da rede Accor, por terem proporcionado estadias minimamente confortáveis, seguras e bem localizadas, a preços bastante atraentes – tendo eu colaborado para isso ao fazer as reservas e pagamentos com mais de três meses de antecedência.  Nos cinco hotéis Ibis em que me hospedei (Londres Euston, Berlim Mitte, Amboise, Blois Vallée-Maillard e Paris Bastilha Opera 11éme), o atendimento sempre foi cordial e gentil.  Desde o pessoal da recepção até o pessoal da limpeza, passando pelo pessoal do bar/restaurante, não tive – e não tenho – uma reclamação sequer a fazer.  Todos são recomendadíssimos.

Em Londres, o Ibis Euston parece ter uma enorme rotatividade, dado o fato de que ele fica perto das estações de trem de Euston e St. Pancras (bem mais perto de Euston que de St. Pancras).  O hotel é enorme e a recepção é um entra e sai de gente danado.  No quarto, porém, nada se percebe.  O bar é eficiente e os preços do restaurante são honestos.  A localização é muito boa: a proximidade da estação de trem proporciona também a proximidade de uma série de serviços como lanchonetes, mercado, linhas de ônibus e metrô em profusão.  Ponto negativo para a necessidade de pagar todos os extras à vista (bar, restaurante) e para a internet wi-fi paga.

Em Berlim, o Ibis Mitte também tem ótima localização.  Na verdade, o ponto costumava ser ainda melhor, porque o TXL (linha de ônibus que liga o aeroporto de Tegel à Alexanderplatz) fazia ponto final exatamente em frente a ele.  Agora o ponto final do TXL fica na Alexanderplatz, a uns 500m do hotel.  Um pouco pior, principalmente no dia de chegar e sair com malas?  Sim, mas em dois pontos de bonde você está em frente a ele, sem problemas.  Fora esse detalhe, o hotel é ótimo.  O lugar é calmo (apesar de perto da movimentada Alexanderplatz) e a vizinhança de dois cemitérios antiquíssimos provê um ar de muita calma e silêncio.  Embaixo do prédio, um posto de gasolina com loja de conveniência supre boa parte das necessidades de última hora de um viajante.  Nas ruas mais para cima, há grande quantidade de bons restaurantes.  Ponto negativo para a internet wi-fi, também paga, apenas – embora ali haja um único computador com internet grátis disponível para os hóspedes.

Em Amboise, o Ibis fica afastado do centro da cidade.  Tão afastado que não dá para ir a pé, a não ser que se tenha muita disposição.  O estacionamento, pelo menos, é gratuito.  Embora não tenha rede de serviços perto, a localização é muito interessante para quem faz turismo de carro pela região, porque fica na reta de uma das pontes que cruzam o rio Loire, facilitando o acesso a qualquer lugar onde se pretenda ir.  O restaurante tem uns horários meio esquisitos (fecha para almoço no sábado, por exemplo) e, nos horários em que ele está fechado, não se pode sequer sentar nas mesas para beber um vinho servido pelo bar do hotel – embora seja possível sentar ali para ficar no computador, o que não faz nenhum sentido.  O gerente é fedorento, pouco solícito e estaciona o carro numa das três vagas destinadas a deficientes físicos.  Os demais funcionários são irrepreensíveis.  E todos os hóspedes podem solicitar uma senha para acesso à internet por dia, com validade de 24h ou 200Mb.  Na prática, pode-se solicitar quantas quiser, sem problemas.  E isso vale para os dois próximos hotéis e, imagino, para todos os Ibis da França.

Em Blois há dois Ibis, um no centro e o outro afastado do centro.  Eu fiquei no Ibis Vallée-Maillard, afastado do centro, dentro de um distrito industrial.  O hotel também é recomendável para quem faz turismo de carro pela região, pois é ainda mais afastado do centro que o de Amboise.  O ambiente ali, porém, é mais que familiar – bem diferente dos outros Ibis que eu conheço (e não são poucos), que possuem ambiente impessoal.  A decoração do restaurante/bar é linda e algumas atitudes delicadas dos funcionários fazem você se sentir mesmo em casa.  Não há rede de serviços próximo dali, exceto um agradável restaurante chamado La Boucherie onde se pode fugir à tradição francesa e comer pratos suculentos e fartos (eu comi uma costela de porco inteira com as mãos, o que me fez sentir o Obelix).

Em Paris, o Ibis Bastille Ópera 11éme é um hotel no mínimo conveniente, marcado pela impessoalidade de um hotel barato e simples no centro de Paris.  Próximo à Praça da Bastilha (cerca de 200m), a estação de metrô mais próxima dele é a Bréguet-Sabin (menos de 100m), da linha 5, que passa também na Gare du Nord (de onde é possível pegar o RER para o aeroporto Charles de Gaulle).  Tem estacionamento pago e, dado o seu tamanho, é muito movimentado.  O serviço de guarda de malas é pago e funciona da mesma forma que em uma estação de trem ou aeroporto.  E os lugares são poucos – melhor guardar as malas ali cedo no dia do check-out.  Não desfrutei do restaurante nem do bar, mas pude ver que o ambiente parecia agradável.  Há um mercadinho próximo para urgências, mas ele só funciona até 20h.

3 Comments

Add yours →

  1. Só usei Ibis uma vez e gostei muito. Quanto ao aéreo, dei duas chances à TAP e chega… Prefiro Air France.

    Dependendo do preço, vou testar esse de Paris. Boa dica!

    O hotel é uma boa. Simples, no padrão de qualquer outro Ibis, mas uma boa.
    Quanto à TAP, não sei. Mas conheço outras pessoas que já viajaram nas duas e preferem Air France.

  2. Não seja ingrato e trate de agradecer também à sua fonte pagadora, que vem lhe proporcionando vultosas receitas para que você continue perambulando mundo afora…

    A questão orçamentária (como levantar dinheiro para viajar?) da viagem não é objeto deste post. Será de outro, da série sobre como planejar e executar uma viagem, que está em fase de gestação atualmente.

  3. A air France é muito boa mesmo, mas a KLM – sua co-irmã- é ainda melhor.

    Ainda não experimentei, até porque não há voos da KLM no Rio de Janeiro. Um dia, quem sabe…

Você quer comentar? Clique aqui!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: