De carro pelo interior da França

Foi a primeira vez que eu aluguei um carro na Europa.  Nada muito diferente de qualquer outro aluguel de carro pelo mundo, exceto pelo fato de que é necessário possuir uma Permissão Internacional para Dirigir (um documento similar ao passaporte, na sua forma, emitido pelo Detran) para poder trafegar ao volante pela Europa – e outros países do mundo também.  Saindo do aeroporto Charles de Gaulle, nos arredores de Paris, o destino da minha próxima etapa da viagem era o Vale do Loire – e seus castelos, obviamente.

Imprescindível nessa aventura foi contar com um GPS.  Por vários motivos: praticamente não há placas indicativas dos castelos da região (elas só existem num raio de aproximadamente dois quilômetros de cada castelo); o GPS, no modo “evitar pedágios”, leva você por estradinhas lindas (sempre com padrão impecável de pavimentação), daquelas que você vê em filmes, no Tour de France ou nos seus sonhos mesmo; o GPS avisa você dos pardais pelo caminho (se bem que você, andando por essas estradinhas (muitas delas sem acostamento, tão acanhadas que são), não vai fazer questão de ultrapassar nenhum limite de velocidade); e, o principal motivo, o GPS tira todo o stress gerado por consultas a mapas e erros de rota que causam atritos entre piloto e navegador e perda de tempo na viagem.  Nem pense em se aventurar pelo Vale do Loire sem um GPS!

A experiência de dirigir por aquela região da França é excepcional.  As estradas têm limites de velocidade compatíveis com o seu porte e, com a aproximação da zona urbana, a velocidade limite é paulatinamente diminuída até 30km/h, quando se está no centro – que mais parece o centro de cidades medievais, tão estreitas são as vias, em alguns lugares.  Não é uma viagem para simplesmente passar pelos lugares.  Chega a ser difícil apenas dirigir, tantas coisas diferentes e interessantes há para ver no caminho, seja no campo (vinhedos e campos de girassóis), seja nas cidadezinhas (igrejinhas, construções antigas e até castelos).  Nas autoestradas, não se vê nada disso.  Em compensação, paga-se pedágio e as distâncias (e o tempo de viagem) ficam reduzidos.

A caminho de Amboise
A caminho de Amboise

Muita gente circula por essas estradas de bicicleta, viajando com bagagem na garupa e muita disposição.  Neste momento, é preciso lembrar que o ciclismo é uma paixão nacional na França – possivelmente o esporte mais popular do país, à frente, mesmo, do futebol.  Andar de bicicleta é algo que se aprende quando criança e que todos fazem com muita naturalidade por lá.  Por isso, quem estiver ao volante deve encarar as bicicletas como algo sagrado, e não como um obstáculo inconveniente e lerdo a ser transposto no caminho.  Ao se aproximar de uma bicicleta, diminua a velocidade e espere a oportunidade para ultrapassá-la, tal como se faria se fosse um carro à sua frente.  Quando a oportunidade surgir, coloque a seta, mova o carro para a outra pista e efetue a ultrapassagem com segurança e distância da bicicleta.

Fiquei extremamente animado para fazer outra viagem de carro pelo interior da França depois desta experiência.  E recomendo que qualquer viagem ao Vale do Loire seja feita de carro, com GPS, evitando-se as estradas com pedágio – não pelo pagamento do pedágio nem pelo ganho de tempo, mas pelos benefícios extras que essas estradas trazem para o  viajante.

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5 Comments

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  1. Tenho duas colocações:
    1) Gostei, mas preferia que fosse uma das estradinhas que vc falou, com mais verde…
    2) Que trilha sonora é essa??? Essa música além de ser prelúdio de suicídio, não tem nada a ver com o lugar…da próxima coloca Carla Bruni #ficadica

    Eram as músicas que estavam no IPhone da Fiona… Repare que ela canta junto em determinados trechos.
    E para ver outras fotos e filmes – inclusive das estradinhas que falei -, clique aqui.

  2. Só faltou dizer que na sua mão o GPS sai baratinho, de tanta advertência que você fez (rs). LIGUE DJÁ!!!

    Sei que para ter em seu GPS o alerta de radares, costuma-se ter que comprar por esse serviço diretamente no site da empresa que fabrica o GPS.

    No meu o alerta veio incluído.

  3. Leandro, fiz uma viagem pelo interior da França também de carro (acho que já falei aqui), por essas estradinhas, mas com o guia de mapas Michelin. Foi divertido, aliás, muuuuuuuito divertido. Vou recuperar meu diário de bordo após a minha mudança e tentar fazer uns posts sobre o tema. Ah, eu ainda tenho esse guia, não consigo me desfazer dele…!

    Conte as histórias sim!
    Mas você vai se mudar de novo?

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