Chororô ludovicense

Esta semana eu descobri, olhando as estatísticas do wordpress para este blog, que o Ricardo Freire, ao abrir uma nova página sobre São Luís no seu portal de viagens, lho havia citado.  Fiquei muito feliz com a menção.  Não é todo dia que alguém tão incrivelmente experiente no assunto eleva seus conhecimentos e suas opiniões sobre qualquer assunto ao status de “respeitáveis e recomendáveis”, qualquer que sejam os conhecimentos e as opiniões.

O poder de RiqFreire se fez sentir logo em seguida.  Várias visitas abarrotaram o blog, elevando as estatísticas substancialmente.  E, nessa onda, vieram também inúmeros defensores da cidade – ludovicenses na sua maioria, senão na totalidade, desconfio.  Minhas opiniões negativas e positivas (sim, elas existem, basta verem o que eu escrevi sobre os restaurantes da cidade) foram objeto de ataques furiosíssimos (quase ataques de pelanca) por parte dessas pessoas.

De início, respondi com tolerância e respeito.  Depois, desfilei um tom ácido nas respostas – fato do qual peço desculpas desde já aos que ficaram melindradinhos com elas.  Eu poderia me dar ao luxo de apagá-las, mas não vou.  Seria um comportamento covarde da minha parte, uma falta de respeito com os leitores novos e antigos deste blog.  Agora, sinto-me na obrigação de dar uma resposta definitiva a todos, sem exceção, que passaram por aqui defendendo ou atacando São Luís, a capital do estado do Maranhão.

Desconfio viver num país onde a liberdade de opinião existe de fato e de direito, mas com limites.  Por isso, tenho a liberdade de expresssar a minha opinião, desde que não ofenda ninguém – do contrário, cometeria crime de injúria, calúnia ou difamação.  Penso que isso se aplica também aos que comentam neste blog – e acho que isso já estava suficientemente claro na política de relacionamento com o leitor, escrita ali na barra do lado para todo mundo (que sabe e quer ler) ler.  Creio, também, ter o direito de gostar e de não gostar de um monte de coisas, pessoas e lugares – um sentimento transitivo irreflexivo: eu não gosto e ponto.

Não serei idiota de me bitolar no meu canto, de morrer repetindo que não gosto de determinada coisa, pessoa ou lugar sem tê-lo provado.  Contudo, uma vez experimentado, ainda que não na sua inteireza, tenho direito de afirmar a minha impressão publicamente, com todas as letras, sem me importar nem um pouco com o que os outros pensam a respeito da mesma coisa.  A propósito, por que ninguém vem aqui me atacar por não gostar de cebola (odeio mais até do que São Luís) ou por gostar demais de caju?  Talvez porque, pelas frutas, ninguém se preste a vestir a carapuça.

Quem quiser tentar me convencer do contrário, que convença com fatos concretos, não com palavras arrogantes de quem não tolera sequer uma crítica bem fundamentada ou tem ouvidinhos (olhinhos) sensíveis demais para perceber que existem pessoas diferentes com opiniões diferentes sobre quaisquer coisas.  Enquanto isso não acontecer, continuarei a responder os comentários com uma cordialidade que neles não encontro sempre, mas mantendo as mesmas honestidade e sinceridade com que sempre escrevi, doa a quem doer.

Aos que quiserem debater sobre o assunto (e sobre quaisquer outros), favor comparecer ao Cachambeer no próximo domingo, armados com bons argumentos, disposição para o debate, estômago vazio (porque a comida lá é boa, tão boa quanto a de São Luís!), predisposição para compreender que existem outros pontos de vista diferentes do seu e muito amor para dar e receber.  Espero fazer de todos bons amigos para sempre, mesmo que eu continue não sendo nem um pouco apaixonado pela sua terra natal.

E aos ludovicences que andam chorando por aí, se não quiserem que ninguém fale mal da sua cidade ou do seu estado, fechem o aeroporto (aliás, foi isso que vocês tentaram fazer?  Se foi, a emenda saiu pior que o soneto.) e a BR-135 (que nem acostamento tem).  Quem está na chuva, é para se molhar.

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7 Comments

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  1. Você tem razão, cara, especialmente quanto à questão da liberdade de expressão. O Brasil é um país onde as pessoas querem justiça para os outros, e o inverso se dá com relação às liberdades individuais. Ou seja, a liberdade de expressão é minha, não sua. Se você falar alguma coisa que alguém não goste ele não vai simplesmente redarguir ou criticar, vai ofender você e sua família, porque toma a questão como pessoal.

    Também conta o fato de o baixo nível intelectual impedir a uma conversa civilizada, haja vista alguns argumentos muito profundos como “ah, não vou nem falar nada!”, ou “cara, sem comentários!”, o que é ridículo.

    Então, que aceitem críticas e aprendam a discutir. E parem de chorar!

    Você tem razão também. Tenho me sentido discutindo com botafoguenses…

  2. http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5306957-EI7896,00-Jornal+Sarney+usa+helicoptero+da+policia+em+viagem+particular+no+MA.html

    Opa, repeteco do tapa na cara. Replay em câmera lenta.

  3. Gente, eu detesto mimimi, não sei como você tá aguentando isso, Leandro. Você tem o meu maior apoio nas críticas (sei que são feitas a partir de conhecimento e experimento) e tenho dito. E tem mais, apelou, perdeu…!

    Gente estranha essa de São Luís… Só reforçam as minhas impressões.

  4. Você não gosta de CEBOLA? É mesmo um escroto! Porra, cebola é a parada mais gostosa do mundo! Quero ver você dizer que não gosta de cebola na minha cara! Fica aí escondido atrás da tela do computador! Você não conhece direito as cebolas! Não é possível não gostar delas! Olha, se te pego na rua, te encho de porrada! Sem comentários!

    Não, não gosto de cebola. Aliás, não suporto cebola. Prefiro morar em São Luís a ter que comer cebola. Ops, peguei pesado com a cebola, que não tá aqui para responder.

  5. Incrível é ter que perder tempo escrevendo um post para justificar algo que é seu de direito: opinar.

    Se bem que você realmente extrapolou em seus comentários ao se referir de maneira tão sub-reptcícia da cebola.

    Márcio, faço minhas as suas palavras com relação a esse autor sem-noção…

    É dura, mas é a vida (de blogueiro, especialmente).

  6. E meu caro ninguém vai lhe obrigar a gostar ou não de são Luis. O x da questão foi da maneira q vc retratou,lógico que vivemos em uma democracia do qual meu caro,que existe a liberdade d expressão.Mais não so por isso q tens o direito d ofender a educação e algo valioso para qualquer ser so acho.Meu povo não e um povo d chororô e sim um povo valente,com todos os seus defeitos essa e a minha terra a qual me pariu. Com sua rica cultura e sua culinária sou fruto da ilha porém não sou morta d fome .Quando relatou chamando as pessoas da aqui d esfamiados. isso e ate uma difamação vc meu amado simplesmente,avacalhou a cidade mostrando so o lado podre,como se aqui não estivesse o lado bom.Será que so aqui em são Luis tem problemas sociais eu creio q não,nem tudo q os olhos 👀 ver corresponde a realidade,as vezes os nosso olhos nos enganam.Em fim não estou lhe falando q aqui seja o paraíso mais também não é o inferno.Seja mais coerente cauteloso e faça um bom trabalho d pesquisar,utilizando varias fontes faça uma boa apuração d todos os seus trabalhos pro meu querido colocar no seu blog

    Fonte? Eu frequentei a cidade, peregrinando por todos os cantos, em todas as horas do dia e da noite, por mais de quatro anos. Minhas fontes são eu mesmo.

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