A dama de ferro

Fiquei muito impressionado com o desempenho atlético da Felícia neste fim de semana.  Desempenho atlético e disposição.  Bateria infindável (estilo Duracell, lembra?), corpo incansável.  Realmente impressionante.  Nem parece que até pouco tempo atrás ela sequer andava.

Foram dois passeios duros, exigentes, rigorosos (sobre os quais eu falarei mais detalhadamente em um momento mais oportuno).  Um no sábado e outro no domingo.  Não foram programas de criança.  Aliás, qualquer coisa que se faça em Minas Gerais é um pouco assim: ou envolve ladeiras ou envolve longas distâncias – ou ambos.  E, mesmo assim, ela não só resistiu bravamente e recusou qualquer tipo de ajuda como ainda foi solidária em alguns momentos, como na hora em que, de brincadeira, a Fiona resolveu dizer para ela ajudar a Bisa a subir uma ladeirinha.  Ela voltou, pegou a mão da bisa e subiu aqueles dez metros de mãos dadas com a Bisa.

Repeliu qualquer tentativa de ser pega no colo.  Queria mesmo andar, livremente.  Poucas vezes pediu ou aceitou que alguém lhe desse a mão durante o passeio.  Fosse dentro de uma igreja histórica, num museu ou num parque aberto, ela queria andar solta – e mexer no máximo de coisas que pudesse também.  Nos locais onde a interatividade era permitida, incentivada ou tolerada, ela pareceu se divertir bastante.

Eu sempre vi crianças passearem com seus pais em carrinhos, empurradas (com satisfação e orgulho) para cima e para baixo.  Tudo bem que não permaneçam sentadas o tempo todo no carrinho, ficam ali só um tempo, para descansar…  Mas com a Felícia, não há sequer espaço para o carrinho no passeio.  É perda de tempo e de energia levar o carrinho para a rua.  Ela prefere andar – e anda o tempo todo, como aconteceu neste fim de semana.  Já me pergunto o que vou fazer com os quatro carrinhos que há aqui em casa…

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5 Comments

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  1. Leva o carrinho sim, quem sabe ela leva vc pra passear nele…rsrsrs!

    É mais provável que isso aconteça mesmo…

  2. Quatro carrinhos? E eu que pensava que eu era exagerado…

    Um eu comprei e três eu ganhei.
    Viu o que dá ter espaço em casa?

  3. Abandonar o carrinho foi mais libertador para nós do que para JG. Eu só continuei carregando um a tiracolo por mais um tempo por causa dos momentos de sono, porque não estava mais conseguindo carregar ele não.

    Cara, o carrinho é tão chato que eu prefiro dar o gás do colo na hora do sono do que o carrinho o dia todo.

  4. Puxou a disposição da mãe…vide aquele post sobre a visita ao museu….

    É verdade…

  5. Ta demais essa menina!

    Só entre a hora que acorda e a hora que vai dormir.

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