Sabará é “logali”!

Eu já conheci Tiradentes e São João del Rei; eu já conheci Mariana e Ouro Preto; eu já conheci Congonhas.  Faltava conhecer Sabará, faltava conhecer Diamantina.  Diamantina ainda vai ficar para outro dia.  Sabará eu tiquei da lista.  Um passeio muito leve, rápido, conveniente, agradável.  Em síntese, um passeio legal.  Especialmente quando feito a partir de Belo Horizonte, devido à proximidade com a capital mineira (pouco mais de 20km do centro de BH, bem menos que um “logali”).

Eu esperava, sinceramente, encontrar uma cidade típica da periferia das grandes cidades.  Uma ponta de linha de conurbação urbana, separada do centro rico por favelas, num meio do caminho entre a capital e algum outro lugar bem mais longe.  Esperava ver uma cidade muito populosa, com um centro acanhado mal preservado e abarrotado de comércio e serviços, mal ordenada, mal cuidada, com um ar de ambição cosmopolita, com a sua rica história relegada a segundo plano, abandonada, esquecida em nome do progresso.  Não foi nada disso.  Nada mesmo.

Sabará, apesar de tão próxima de Belo Horizonte, mantém o seu ar de cidade do interior de Minas Gerais.  A estrada até lá é ruim, lenta, tem controladores de velocidade (com limites desnecessariamente reduzidíssimos!), quebra-molas… Em alguns trechos, como a sua conexão com o Anel Viário de Belo Horizonte, há residências construídas praticamente sobre o asfalto e a pavimentação é de chorar na rampa.  Conheço estradas de barro melhores que aquele asfalto ali. E trata-se de uma rodovia federal: a BR-262.  Como o trajeto é muito curto, porém, isso não deve sequer ser levado em consideração como ponto negativo no passeio.

Centro Histórico de Sabará
Centro Histórico de Sabará

Esse ar de interior se dá por conta de um certo isolamento que Sabará ainda mantém, sei lá por que cargas d’água, de Belo Horizonte.  Não há conurbação urbana entre as cidades.  Belo Horizonte termina no final do Anel Viário, vem o mato, vêm os morros, vem a estrada sinuosa à beira do rio, e só depois surge Sabará.  Primeiro, uma periferia razoavelmente bem urbanizada; mais adiante, o centro histórico.  Ali, é fácil achar uma vaga para estacionar o carro.  Depois de comprar uma papeleta de estacionamento na banca de jornal da praça, preencher e colocar sobre o painel, está tudo pronto para, enfim, começar o passeio.

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One Comment

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  1. Cidadezinha simpática, mas… acho que não terei a satisfação.

    Semana que vem tem mais.

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