Progressos

Assustou muito o progresso que a Felícia fez esta semana – a primeira no novo ambiente da creche. Mais ainda por eu não estar nem um pouco habituado com essas novas metodologias psicologicamente corretas e adequadas para crianças. No meu tempo, a criança era largada pela mãe na porta da escola (chorassem ou não). Essa história de adaptação, com horários de acompanhamento dos pais reduzindo paulatinamente, era novidade.

Mas não é que funciona mesmo?

Logo no terceiro dia, mal chegamos na porta da creche ela já estava ansiosa. Apontava para o portão e gritava repetidas vezes: “Abiabiabiabi!!!…. Ótimo sinal, pensei. Ela está gostando.

Mais do que gostar, na verdade. Os relatos da Fiona (que fez o acompanhamento dessa fase introdutória) e das professoras e monitoras dão conta de um estágio de desenvolvimento que eu não tinha a menor ideia de onde estava, por pura falta de parâmetros comparativos.

Exemplo: a agenda noticiou (com um erro grave e preocupante de português) que a Felícia havia alimentado um porquinho. De ia ser um porquinho da índia, certamente. Ledo engano: era um leitão, quase do tamanho de um labrador. E a professora ainda acrescentou, na saída: fez isso com a maior desenvoltura, sem medo nenhum. A notícia me estarreceu.

Outro fato que me impressionou muito foi a professora perguntar de que escola ela estava vindo. De nenhuma, respondemos. A princípio, todos lá ficaram bem impressionados com o fato de a Felícia andar com tanta desenvoltura e falar tantas palavras (até articular frases curtas) com essa idade. Não que ela seja um prodígio, mas uma ou duas crianças da turma dela são capazes de tanto – todas completando dois anos entre maio e setembro deste ano.

Registro esses fatos não para me gabar de ter uma filha superdotada – longe disso. A intenção é registrar, sim, que esses comentários significam grandes elogios à atuação, principalmente, das avós (apesar das suas crenças e superstições), que ficaram cuidaram dela grande parte desse tempo pré-creche, e ensinaram para a Felícia praticamente tudo o que ela sabe ou é capaz de fazer até hoje.

Da minha parte, não há palavras para agradecer. Ou melhor, espero que essas palavras sirvam para agradecer.

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5 Comments

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  1. Obrigada pela parte que me toca, mas o mérito maior é da Vó Beth que ficou junto dela 24 horas por dia por quase 5 meses seguidos.
    Mas ela não está muito longe de você: com a idade dela também já falava tudo, emitia opinião (acho que foi a ajuda do bivô João que era um tagarela), e não muito distante andou de bike sem rodinhas.
    Em tempo: o período de adaptação nas escolas nessa fase da vida escolar sempre existiu. Na sua escolinha, a 1ª semana de aula foi de adaptação: 1 hora no 1ºdia, 1 e 1/2 horas no 2º dia, 2 horas no 3º dia, 3 horas no 4º dia e 4 horas (hora cheia) no 5º dia. Da semana seguinte em diante período normal (de 8:00 às 12:00).
    Quantos aos escandalosos… o problema é outro. Meus filhos nunca deram “piti”. Sempre foram felizes para as escolas que estudaram.

    Não lembro disso não…

    • Caramba Leandro, se você lembrasse ia ser um perigo, podiam querer comercializar essa sua memória!
      E minha mãe fala que no primeiro dia quem chorou foi ela; eu fui toda feliz e voltei toda animada. Sempre gostei da escola.

      Fiona segurou a onda…

  2. Vai se acostumando com o ritmo alucinante das novidades que vêm por aí.

    E nada disso vem paulatinamente…

  3. Meu Deus! A bebezinha ja ta na escola!!!!!

    Já.

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