Mariana, aquela gostosa…

Entre Ouro Preto e Mariana, continuo preferindo Mariana.  Ô cidadezinha gostosa…

Ouro Preto é mais famosa, é maior, mas Mariana quase não tem ladeiras.  Ouro Preto tem mais igrejas, mais ouro entalhado, mas Mariana conquista pela simplicidade, pelo charme.  Ouro Preto é mais cosmopolita, mais populosa, mais visitada e mais concorrida; Mariana é mais quieta, mais calma, mais descansada, mais vazia, mais relaxante…  Uma tão pertinho da outra!  Tão diferentes…  Desde sempre, eu preferi Mariana.  Desde a primeira vez que eu fui lá, passava o dia fazendo alguma coisa em Ouro Preto ou arredores, mas de noite corria para Mariana.

Para fazer o que, em Mariana?  Fazer nada.  Só ficar ali, na praça, comendo pipoca de pipoqueiro, vendo as paqueras ao pé do coreto, um pouco de entra e sai de turistas nas lojinhas e nos restaurantes, ouvindo as badaladas do sino da Matriz…  Só isso e nada mais.  Depois voltava para dormir no hotel de Ouro Preto.  Se eu soubesse, teria me hospedado em Mariana.

Desta vez, o passeio envolvia apenas passar o dia entre as duas cidades históricas.  A princípio, Ouro Preto; depois, Mariana.  Foi angustiante ter que esperar a hora de reencontrá-la.  Eu estava louco por isso, mas tinha que segurar a onda.  Primeiro a obrigação, depois a diversão.  Mas ela estava lá, especialmente preparada para a minha visita.

Mariana
Catedral da Sé

A começar pelo fato de que, mesmo chegando ali fora do horário comum de visitas turísticas (lá pelas 17h, mais ou menos), a Catedral da Sé estava aberta, à minha espera.  Anoitecia.  Não apenas isso: rolava um batizado comunitário.  Ela estava aberta e iluminada, cheia, em pleno funcionamento, fervilhando (não era tanta gente assim, mas bastou para aguçar os meus sentidos).  Nem mesmo o bêbado que tentou uma centena de vezes me contar algumas histórias para obter um trocado – e alimentar seu vício – conseguiu tirar o encanto do reencontro.

Mariana
Reizada

Reencontro que ficou ainda mais legal quando eu descobri, completamente por acaso, um reisado no terreiro localizado entre as Igrejas do Carmo e de São Francisco e a Câmara Municipal.  Que festa bonita!  Eu nunca havia visto um reisado ao vivo.  E ela ficou ainda mais legal quando todos ali se uniram para subir a Rua Dom Silvério em procissão, em direção à Igreja de Nossa Senhora dos Anjos – uma capelinha bem simples mas ajeitada, que chama a atenção pela fachada incomum (dizem existir outra semelhante em Diamantina e eu sei que há outra em Sabará nessa mesma linha arquitetônica).  Foi uma festa belíssima – e foi ali, também, que eu levei o tal chute no saco, no meio da procissão; e ajoelhei não para rezar, mas porque a dor me impedia de permanecer em pé.

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2 Comments

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  1. Delicinha mesmo!

    E como!

  2. Confesso que quando li o título do post pensei em outra coisa.

    A intenção era essa mesmo. Imagine aqueles adolescentes escrevendo “Mariana Gostosa” no Google?

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