O Cachambi responde – na hora do aperto

Os bons tempos voltaram a esta coluna – ao menos com a única pergunta enviada esta semana.  Mais não digo.

Todo mundo já passou, ao menos uma vez na vida, por uma dor de barriga na rua e eu imagino que você já tenha passado por uma também.  Você pode contar como foi?

Eu já tive alguns episódios de dor de barriga na rua.  Sempre acho os meus menos traumáticos que os de outras pessoas.  As histórias das dores de barriga do Tio Wilson, por exemplo, sempre foram mais dramáticas, sensacionais e engraçadas que as minhas – pelo simples fato de que as minhas histórias sempre tiveram finais felizes.  Como, por exemplo, numa das primeiras vezes que eu viajei com a Fiona para a casa de praia da família dela.  Não chegou a ser uma dor de barriga, não rolou aquele desespero para chegar no banheiro, mas o que eu deixei ali foi algo tão…  Bem, fato é que o tolete resolveu não me perder de vista, mesmo após insistentes tentativas de descarga.  O que fazer, então?  Aguardei que se fizesse silêncio pela casa e saí em busca do facão que o caseiro usava para podar árvores (quase meio metro de lâmina).  Peguei-o junto às suas tralhas, do lado de fora da casa, e voltei ao banheiro para encerrar o serviço e sepultar o morto.  Quando entro no banheiro, adivinha quem estava lá?  A avó da Fiona.  Penteava o cabelo, na pia, olhando no espelho.  E não terminava nunca.  E eu, ali na porta, olhando para ela, segurando o facão escondido atrás das minhas costas, para não assustar a velha.  E ela não terminava nunca.  Nunca!  Depois de pentear o cabelo, escovou os dentes, arrumou os bibelôs que ficam em cima da pia, estendeu todas as toalhas, o tapete do chão, arrumou o armário…  Se ela levantasse a tampa da privada, eu estaria em maus lençóis.  Acho que esperei uns dez minutos até ela, enfim, sair do banheiro.  Dez minutos com o facão escondido atrás das costas.  Depois disso, foi fácil: fatiei o morto em vários pedaços, no melhor estilo Elize Matsunaga.

* Você tem uma dúvida, quer fazer uma pergunta? Mande-a clicando aqui, que O Cachambi responde. A pergunta a ser respondida semana que vem pode ser a sua.

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8 Comments

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  1. O pior momento de todos é quando o urubu começa a bicar a cueca.

    Pior mesmo é quando o urubu não bica, baba.

  2. A que ponto um ser humano chega…esfaquear um cocô…

    Esfaquear não: fatiar.

  3. Gente, peraí, não é possível. Tá certo que a gente é roots e a sua visão com o facão de campanha esperando a velha sair do banheiro foi engraçada, mas é escatologia demais pra esse horário.

    Da próxima vez eu coloco o post no ar de madrugada.

  4. Às 23 horas eu realizo atividades que se sobrepõem à leitura do blog na minha lista de prioridades, como ler para o João Guilherme dormir (depois de mim).

    Leia o blog para ele dormir.

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