Mais turismo em BH

Há muito tempo eu deveria ter concluído esta saga.  Se não o fiz, foi por pura preguiça e falta de motivação.  Belo Horizonte não é propriamente uma cidade turística – exceto se você for daqueles que pensa que “viajar é beber em outro lugar“.  Tem algumas coisas para fazer, mas não é muito.  E o pouco que tem não é legal.  A lista que eu comecei outrora termino agora, mais de seis meses depois.  E aviso logo aos leitores: não é grande coisa.

Lagoa da Pampulha
Lagoa da Pampulha

5. Lagoa da Pampulha: os mineiros têm, na Lagoa da Pampulha, o seu quintal.  A lagoa é artificial: um rio malcheiroso represado que dá origem a uma enorme massa de água que estende seus tentáculos por entre os morros das redondezas.  Para um carioca, é um piscinão estiloso; para um paulista, uma enchente permanente.  Mas o mineiro adora aquilo ali, tanto que quase tudo o que há de bom na cidade – exceto os bares, que estão por toda parte – está ao redor da lagoa, do aeroporto (antigo local de embarque para longe dali) até os melhores restaurantes, incluindo clubes e a Igreja de São Francisco de Assis.  A lagoa é, por assim dizer, um estilo estiloso de vida, local de ostentação e exibicionismo da aristocracia mineira.  Mas é um lugar bonito, não restam dúvidas.

6. Parque Ecológico da Pampulha: uma ilha, na extremidade mais remota da lagoa (olhando no mapa nem dá para perceber direito que se trata de uma ilha), forma o tal “parque ecológico”.  Não chega a tanto.  É uma enorme área de lazer coberta de verde (grama, na maior parte) com algumas capivaras soltas – que fazem uma cagada difícil de descrever – onde as pessoas vão para andar de bicicleta, correr, brincar e…  mais nada.  Pareceu-me muito bem cuidado, embora eu não tenha me sentido muito tentado a ficar ali muito tempo.

7. Zoológico: só para variar, ele também fica nas margens da Lagoa da Pampulha, numa das muitas curvas que o seu traçado faz ao contornar os morros ao seu redor.  Tem uma área bastante grande e, como não poderia deixar de ser, é uma ladeira incômoda do início (junto à lagoa) ao fim (lá em cima).  Não é muito diferente do Zoo do Rio de Janeiro, embora seu estado geral de conservação e exposição pareça ser um pouco melhor – o que torna a visita bastante satisfatória.  Um ponto negativo (além, é claro, da onipresente ladeira que desestimula a caminhada) fica por conta do fato de que os carros param dentro da área de visitação – e uns malucos sem noção acham que aquilo é pista de corrida.  Outro ponto negativo fica por conta da alimentação, feita quase que exclusivamente à base de feijão tropeiro e outras iguarias gordurosas da culinária mineira.

8. Museu de Arte da Pampulha: a primeira obra de Niemeyer esteve fechada para reformas durante toda a minha vida em BH.  Só consegui espiá-lo através dos vidros da fachada, e constatei que ele estava nu, sem nenhuma obra de seu acervo – e sem ninguém trabalhando também para reformá-lo.  Também pude vê-lo, bonito e imponente, da margem oposta da lagoa.  Pareceu ser, de fato, uma bela construção.  Infelizmente, para mim, nada além disso.

9. Casa de Baile: outra obra de Niemeyer – Belo Horizonte é mesmo muito sortuda por ter tantas obras de Niemeyer.  Talvez a menos badalada de todas.  Também situada às margens da Lagoa da Pampulha, acredito que não passe de um monumento meio esquecido a ser visitado por curiosos e namorados em busca de um pouco de privacidade.  Talvez eu esteja enganado.  Talvez não.

10. Parque Mangabeiras: no outro extremo da cidade, no alto de uma pirambeira (isso já não é mais novidade, vamos combinar), é um dos locais mais agradáveis e bonitos de Belo Horizonte.  Amplo, com bastante estacionamento, ermo, e bem cuidado.  Uma grande área verde que, se não me falha a memória, tem origem na exploração desenfreada de minério na região, que acabou cedendo ao progresso e à aproximação paulatina da cidade, dando origem a esse espaço ecológico.  De fato, surpreendi-me positivamente tanto com o parque quanto com o uso que se faz dele, com excursões escolares fazendo piquenique num belo sábado de sol e calor.  Além, é claro, das famílias, dos amigos, dos escoteiros…  Não é propriamente um espaço de turismo, mas é uma excepcional área de lazer do cidadão belorizontino.

Deve haver outros lugares igualmente bacanas para se ver em BH.  Museus (alguns que eu já conheço, como o Museu de Minério na Liberdade ou o Museu Histórico), mas nada digno de grande nota.  Uma vez estando em BH, lembre-se sempre de que o melhor a se fazer por lá é a opção número 1 desta lista (e da preferência dos mineiros): o bar, qualquer bar.

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One Comment

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  1. É, você tem razão. Não é grande coisa mesmo.

    BH não vale uma viagem.

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