Meu Passado Me Condena

Cartaz do filme
Cartaz do filme

Minha alienação televisiva não me permitia imaginar o que esperar deste filme.  Aliás, duas semanas antes de sentar na poltrona do cinema naquele domingo ensolarado ludovicense, eu havia lido uma notícia para lá de engraçada, no melhor estilo “Piada Pronta”, envolvendo este filme.  E, pelo título, e talvez sugestionado pela notícia, eu pensava se tratar de uma animação do tipo “Fuga das Galinhas” ou um suspense leve, algo do gênero.  Nunca imaginei tratar-se de uma comédia nacional, muito menos um longa oriundo de uma série que já rola há algum tempo em canal de TV por assinatura.

Mas “Meu Passado Me Condena” é isso aí sim: um longa-metragem feito a partir dos vários episódios já exibidos e em exibição pelo Multishow.  Uma fórmula tão idiota (entenda-se idiota como sinônimo de banal, óbvia) quanto difícil de se fazer em tantas histórias diferentes, a ponto de dar origem a uma série e a um filme.  Uma comédia adulta, que exige de Fábio Porchat a exibição de apenas o filé mignon de seu humor (sem palavrões e piadas grosseiras) e de Miá Mello um pouco mais do que ela parece conseguir dar em cena.  De fato, Fábio Porchat é mesmo a grande alavanca do enredo, que parece ser mais generoso com ele do que com Miá (ele é um dos que escreve a história).  Isso não é nenhuma novidade: na Porta dos Fundos, os roteiros que ele escreve são sempre feitos para vestir os personagens que ele interpreta.  O próprio cartaz do filme dá mais espaço para ele do que para ela.

Mesmo assim, o filme é delicioso, engraçadíssimo.  Uma comédia de situações, com piadinhas e trocadilhos cotidianos, onde é impossível que um casal não se enxergue no mesmo pé dos dois protagonistas em nenhum momento da projeção.  O ambiente confinado de um navio é o que propicia boa parte das situações hilariantes do filme – embora empobreça muito a fotografia.  Esta só melhora quando os personagens aportam, enfim, na Itália – pudera!  A trilha sonora é bacana, os figurinos são mais que bacanas.

Enfim, um excelente filme para se ver numa tarde de fim de semana, acompanhado e com muita pipoca no balde.  Agradável, gostoso, diverte daquele jeito que o telespectador não vê a hora passar.  Quanto termina – mesmo sendo o quarto filme visto em sequência no mesmo dia -, parece que foram apenas os 25 minutos de cada episódio da série exibida no Multishow que se passaram.

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3 Comments

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  1. Esse filme me surpreendeu também; achei leve, engraçado mesmo, mas pra mim os coadjuvantes é que ganharam a cena (menos a Miá Mello com aquela voz de Sabrina Sato rachada).

    Ela tem sotaque de paulista muito acentuado mesmo, mas se sai bem de biquini.

    • Ela aparece de biquíni???? Nem reparei!
      Agora o Rafael Queiroga faz tão bem, mas tão bem papel de chato, que deve ser o maior mala mesmo.

      Isso também é verdade. É um mala de corpo e alma.

  2. A Miá Mello aparece de biquíni?! Partiu cinema!

    Sim. De vários ângulos.

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