Só falta o estímulo certo

Eu quero fazer exercícios. Eu gosto de andar de bicicleta, mas o prefeito não ajuda. Ciclovia não existe no subúrbio, e eu nem tenho uma bicicleta. Ok, o prefeito não tem nada a ver com o sumiço da minha bicicleta. Mas se houvesse condições decentes para pedalar, eu talvez já tivesse providenciado uma há mais tempo. Para ir trabalhar, por exemplo.

Não vejo uma saída mais barata e rápida para o problema da mobilidade urbana do que o investimento na bicicleta. Ela é rápida, ocupa pouco espaço, permite admirar coisas que usualmente você não conseguiria sequer reparar se andasse de carro e, de quebra, contribuiria para a saúde e o bem estar da população. O problema é: não temos condições de pedalar na rua, nem de usar a bicicleta para transporte em todas as ocasiões.

Ou alguém acha razoável e possível chegar no trabalho em condições de trabalhar após percorrer alguns quilômetros de bicicleta num calor de 30 graus às seis horas da manhã? Por mais que seja uma pedalada tranqüila, em vias confortáveis e seguras, ainda há que se pensar em meios que tornem agradável também o hábito de pedalar. Porque o Rio de Janeiro não é só praia e brisa marinha. A maior parte dele não é.

Sonhar com todas essas mudanças (mudança de comportamento dos motoristas, mudança de hábitos do cidadão, mudanças estruturais nos locais de trabalho, mudanças nas vias públicas) é irreal, ao menos no curto e no médio prazos.  Melhor mesmo tentar se apegar ao que de mais provável pode acontecer, por ser mais viável.

Que tal, então, voltar a pensar na boa e velha bicicleta ergométrica?  Sim, aquela coisa esquecida num canto da casa, que serve mais de estante para roupas e bolsas do que de aparelho de exercícios.  Que tal, então, reinventá-la?  Pensei, então, em uma bicicleta ergométrica conectada ao videogame, com um jogo que simulasse o exercício.  Poderia ser usada a marca de um grande evento ciclístico internacional, por exemplo o Tour de France.

O jogo se desenrolaria como a maioria dos jogos de esportes: começaria com desafios pequenos, treinos, dicas, aperfeiçoamento físico, remunerando o jogador com valores que o permitiriam encorpar a bicicleta com apetrechos que a tornariam ainda mais veloz.  Depois, o jogador poderia participar de competições menores até poder, depois de performances realmente boas, participar de provas verdadeiras do Tour – com a possibilidade de corridas inteiras em tempo e distância reais, desde o prólogo até a chegada na Champs Elisée.

O videogame controlaria a força da bicicleta ergométrica, simulando automaticamente os aclives e os declives.  Para ficar perfeito, ela teria que ter um balanço lateral, para permitir as pedaladas mais fortes, tal como uma bicicleta verdadeira, que o ciclista joga de um lado para o outro enquanto imprime mais força no pedal, e para permitir fazer curvas também.  Talvez fosse necessário adaptar no guidão os joysticks eletrônicos (no caso do Playstation, o Move), de modo a permitir trocas de marchas, frenagens e até mesmo simular a virada do guidão para fazer curvas.

Sem pensar muito, eu aderiria ao jogo.  Certamente faria muito mais exercícios do que faço hoje.  Não chegaria a ser um grande astro da rede virtual de jogadores, mas já estaria satisfeito em colher resultados práticos que me favorecessem.

Fiona achou a ideia uma porcaria.

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2 Comments

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  1. Nem precisei ler tudo pra concordar com a Fiona.

    Vocês não entendem nada.

  2. O que que tem de errado com a ideia?

    Também não sei. Tô quase pedindo a patente (para depois licenciar para a Sony e concorrentes).

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