Dedicatória

E eis que eu novamente me dirigi à livraria para comprar mais dois presentes para as duas festas do final de semana.  Escolhi os livros – sempre dou livros de presente para as crianças, mesmo bebês, porque é barato, rápido, fácil de escolher, sempre é instrutivo e dificilmente será algo que eles já têm – e fui para a fila pagar.  Não demorou muito até chegar a minha vez, principalmente por se tratar de época de volta às aulas; a livraria estava lotada e havia uma fila considerável.

Paguei e fui ao balcão do lado para embrulhar os livros para presente.  Uma senhora, com idade para ser minha mãe, me atendeu.  A simpatia em pessoa – digo isso sem nenhuma gota de ironia.  Simpática mesmo.  Perguntou para quem eram os presentes, fez os embrulhos com certa agilidade e capricho, enquanto dava atenção a outros funcionários à sua volta, tudo ao mesmo tempo, sem perder o sorriso nem o bom humor.  E, no seu crachá, estava escrito “em treinamento”.

Quando notei aquilo, lembrei logo de outro episódio de bom atendimento ocorrido na mesma livraria, com outra funcionária, a quem eu rendera elogios na oportunidade seguinte em que passei por lá.  Lógico que eu faria o mesmo.  Principalmente porque a empregada responsável por fazer as embalagens de presente, a titular do posto, eu a havia visto minutos antes se despedindo dos demais funcionários, anunciando o início das férias.  Antipática e ineficiente que só ela – vocês precisam ver os embrulhos horrorosos que ela faz, em velocidade de tartaruga! -, era a minha oportunidade de me ajudar a me ver livre dela.

Eu estava com o polegar da mão direita machucado – assunto para outro post – e pedi a ela que escrevesse a dedicatória na etiqueta para mim.  Para que eu fui abusar da sorte?  E ela escreveu:

Para: Gabriel
Dê: Felícia

Tive que chamar a Fiona para escrever a dedicatória da etiqueta do outro presente.

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3 Comments

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  1. Ainda bem que foi claro: ” só a idade”!

    Sim, só idade.

  2. Acho que ainda não entendi. O problema foi o “Dê” ou foi outra coisa que me passou?

    Foi o “Dê” com acento circunflexo.

  3. Só faltou o ponto de exclamação no final da frase, uai!

    Talvez fosse isso. Eu que não entendi.

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