Ron Mueck

Está em cartaz, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), uma exposição de um artista australiano cujo nome dá título a este post. Eu já havia visto uma foto de uma das obras de arte exposta, mas não havia me ligado que era uma exposição de arte, muito menos que era tão badalada.  Foi a Fiona que reparou nisso e achou que seria legal levar a Felícia para ver.  Então, domingão, barriga cheia do almoço, zarpamos para lá.

Ron Mueck
Eu estou puta com você e não vou dizer o porquê porque você sabe – ou deveria saber.

Fiquei assustado com a imensa quantidade de gente no local.  A fila dava voltas e mais voltas, serpenteando o pilotis do museu algumas vezes.  Seria aquilo tão incrivelmente imperdível a ponto de arrebatar tantas pessoas para uma fila daquelas, num lugar onde venta tanto, num domingo onde a temperatura estava mais para inverno do que para início de outono?  Afinal de contas, até onde a minha ignorância me permite alcançar, Ron Mueck não é uma estrela do panteão da arte no mundo.  Na hora, atribuí aquilo a um conjunto de fatores que me pareciam ve

rossímeis: tempo ruim (falta de praia), horário, primeiro domingo da exposição e uma boa assessoria de imprensa.

Peguei a fila preferencial – que estava mais para segregacional do que para preferencial – para amenizar o sacrifício da espera com criança pequena e esperei meia hora, mais ou menos, para comprar os bilhetes (acabei não pagando por eles) e entrar no MAM.

Eu nunca havia ido ao MAM.  O acervo próprio do museu em exposição permanente é bem reduzido e fica no terceiro andar.  Algumas coisas são imperdíveis ali, como os cartazes de filmes antigos e este quadro da foto.  No segundo andar está a exposição temporária do tal Ron Mueck.  Que negócio realmente sensacional!

O cara cria, acho que com resina, corpos humanos perfeitos, em diferentes tamanhos, em posições naturais.  E, quando eu digo perfeitos, eu quero dizer realmente que eles são perfeitos, até em detalhes pouco ortodoxos, como varizes, pêlos, rugas, expressões faciais, gestuais e outros assuntos que impressionam até quem entende muito bem de anatomia.  Penso que, desde Michelangelo, ninguém fazia algo tão absurdamente perfeito no planeta.  Muito legal mesmo.

Fiquei muito satisfeito de ter ido ver, mesmo com aquela fila absurda.  Talvez com o passar do afã típico do primeiro final de semana de exposição, chegando cedo, esse transtorno possa ser minimizado – o que vai tornar a experiência ainda mais agradável.

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