Encoxamento

Todos os aspectos comportamentais referentes ao transporte público me interessam.  Sem exceção.  Muito da crônica social urbana acontece ali.  Quanto mais a cidade cresce e engarrafa, mais tempo se perde no trânsito – mais tempo que as pessoas têm para revelar o que realmente são, fugindo da cortina social que as cobre durante boa parte do dia.  É aí que as verdadeiras facetas aparecem, é aí que a dinâmica social acontece, é aí que as relações interpessoais ganham seu caráter mais puro e autêntico.

Nas últimas semanas – o assunto caiu bastante no interesse da grande mídia de algum tempo para cá, mas ainda não está de todo esquecido – foram publicadas várias notícias sobre a prática do encoxamento, inclusive referente a prisões de pessoas que faziam parte de redes virtuais de troca de experiências no assunto.  Li muita coisa sobre o assunto, várias opiniões, muitas delas bastante extremadas; poucas me pareceram analisar o assunto com serenidade.

Pensei muito em escrever algo sobre o assunto.  Ele é interessante, é atual, é polêmico.  Preferi esperar a poeira baixar, até para evitar aqueles comentários revoltadíssimos, de pessoas que não aceitam opiniões diversas das suas, e que tanto me divertem.  Pensei, pensei, pensei e cheguei à conclusão que eu tinha que escrever quatro posts, sobre quatro aspectos distintos do tema – que eu não sei quando irão ao ar, porque a vida anda meio tão complicada.  Todos relatando fatos reais acerca do encoxamento.  Não só reais, mas vividos por mim.

E, como esse negócio de guardar suspense não é muito o meu forte, adianto logo que não tecerei grandes comentários sobre o assunto em si, nem expressarei a minha opinião acerca do tema.  Com a publicação dos quatro posts, tentarei mostrar que a razão não está nem com os encoxadores nem com os encoxados (notem que eu não escrevi “as encoxadas”, de propósito).  A partir das narrativas, cada um que tire a sua conclusão acerca do tema.

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One Comment

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  1. Tá divertida, a série (é o que acontece quando se lê os posts de trás para frente).

    É o que acontece quando não se acompanha o blog diariamente.

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