Me mata de vergonha

Voltando da creche, eu dirigia o carro e a Fiona estava sentada ao meu lado no banco do carona.  Felícia, no banco de trás, devidamente presa ao seu assento infantil.  Próximo de casa, dia fresco, vidros abertos.  Felícia grita:

– Olha a bruxa!
– Onde, filha?, retruquei, forçando a voz de curioso, virando o pescoço para trás, mas fazendo pouco caso da exclamação.
– Ali, papai!  Olha!  A bruxa!!!

Olhei para a calçada, no sentido que ela apontava.  Uma mulher gorda e muito feia estava parada a menos de dois metros do carro, apoiada sobre o portamalas de um carro estacionado sobre a calçada.  Fechei os vidros do carro imediatamente.

– É verdade, filha, a bruxa…

Chorei de rir.

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2 Comments

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  1. Isso é racismo! Isso dá cadeia! Kkkkk

    Não tem nada racista no que eu escrevi.

  2. Matar de vergonha? Eu ficaria cheio de orgulho, isso sim!

    Mais ou menos… Na hora não é isso que você pensa.

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