Sobre a incompatibilidade de mulheres e ônibus

Tenho uma teoria, não lembro se já a expressei aqui, sobre a absoluta incompatibilidade entre mulheres e ônibus.

Sério: já repararam que não há uma mulher sorridente dentro de um ônibus?  Podem fazer a pesquisa de campo.  Dentro de um ônibus, toda mulher está carrancuda, com cara de má, com ódio nos olhos e no coração.  Por que?

Cientistas da Faculdade de Comportamento Humano Cotidiano da Universidade do Cachambi realizaram estudo com mais de mil horas de prática e observação, ao longo de mais de trinta anos, e concluíram que existe uma incompatibilidade genética entre a mulher e o sistema de transporte rodoviário urbano carioca.  Essa incompabitibilidade provoca mal humor, raiva, ódio e toda sorte de sentimentos ruins que ela pode acumular.

O curioso, no resultado divulgado da pesquisa, é que esse acúmulo de sentimentos ruins não se canaliza contra o sistema de transporte nem contra o coletivo em si.  Essa raiva é direcionada integralmente contra o seu parceiro (caso ela o tenha) ou contra os homens em geral.

Cientistas especulam que o motivo do ódio é o não cumprimento de uma suposta obrigação do homem de tirá-la da situação de vida que lhe obriga a andar de ônibus.  Em outras palavras, na cabeça da mulher carioca, a principal função de um homem é fornecer-lhe um carro para o transporte, e não coabitar, copular,  lavar a louça nem massagear-lhe os pés.

O cruzamento desses resultados com o produto de outra pesquisa, realizada na mesma instituição, que relacionava a proporção de respostas positivas e negativas a um convite para um programa a dois com o meio de transporte utilizado para efetivar o programa revelou que, em 90% das recusas manifestadas por uma mulher, o principal motivo – nem sempre revelado – era a ausência de carro particular para o programa.

Os cientistas agora direcionam a pesquisa para compreender a razão pela qual a incompatibilidade genética se restringe aos coletivos urbanos cariocas, não se estendendo aos parisienses, londrinos, berlinenses e novaiorquinos.

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2 Comments

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  1. Primeiro, os meios de transportes brasileiros, principalmente os que trafegam pelos subúrbios cariocas não são merecedores de um programa de fim de semana. Aliás, nem confiáveis são.
    Segundo, você é muito machista.
    Terceiro, seu “Instituto de Pesquisa” é uma furada.
    Enfim… até parece que dentro dos meios de transportes cariocas tem homens que valham a pena se dar um sorriso.
    Pense nisso!

    Primeiro, vir ao Rio e não andar nos meios de transporte cariocas, principalmente os que trafegam pelos surbúrbios, é como ir ao Cachambeer e pedir salada.
    Segundo, sou realista (e piadista da realidade).
    Terceiro, o Instituto de Pesquisa não falha.
    Enfim… Tem eu!

  2. Acho que esse é um fenômeno similar à jabuticaba – só existe aqui.

    Não sei. Pode ser que exista em outros lugares legais também. Falta observação crítica.

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