Como vai Felícia?

Quase dez dias de vida e muita gente que se interessa por saber como vão as coisas quer mesmo saber como a Felícia está reagindo a isso tudo: irmão novo, atenção dividida, família maior e um mundo diferente daquilo que era até dez dias atrás.  Pelo Fergus, em si, basta responder que está bem e todas as curiosidades se sanam.

Felícia nutre profundo carinho pelo irmão.  Se ele chora, ela avisa logo, corre para ver o que está acontecendo, e até já arrisca diagnosticar o problema (“mamãe, ele quer mamar!“).  Em pouco tempo, vai ficar tão craque nisso que Fergus vai ter problemas para aprender a falar daqui a algum tempo – ela vai falar tudo por ele.  E falar é o esporte preferido da Felícia.  E, modéstia à parte, ela faz isso muito, e muito bem.  Sempre que ela chega em casa da escola, pergunta logo por ele e pede para segurá-lo no colo.  Dá beijo, faz carinho, gosta de ajudar a trocar a fralda e a dar banho.  Em relação ao irmão, ela é dez!

O problema está na relação dela com a Fiona, esta sim, profundamente abalada.  No dia seguinte ao nascimento, Felícia deu início a um “gelo” na mãe.  Um gelo tão sonoro que era impossível não perceber.  Era como se a Fiona simplesmente não existisse mais.  Se a Fiona lhe dirigia a palavra, ela ignorava, saía do ambiente, continuava como se nada houvesse acontecido.  Agora imaginem a minha situação: ter em casa uma mulher ainda cheia de hormônios nessa situação, ignorada pela filha.

Ao longo da semana o gelo foi derretendo, mas ainda não voltou a ser o que era antes.  Se Fergus está mamando, Felícia desanda a fazer justamente aquelas coisas que não deve.  Deve ser para chamar a atenção, imagino.  E a birra entre elas continua: ontem, por exemplo, Fiona tentou fazer a Felícia adormecer deitando-se ao seu lado.  Felícia levantou-se da cama e foi me procurar na cozinha.  Pediu colo e, no colo, pediu para adormecer na minha cama.  Perguntei se podia convidar a mamãe para se deitar conosco, e ela respondeu sonoramente que não – só eu e o Fergus deitaríamos na minha cama.  Ela aceitou, no entanto, dar um beijo e um abraço na mãe antes de ir para a minha cama.

Hoje elas estão bem.  Fergus está dormindo e parece que há uma reconciliação a caminho – estou aproveitando isso para dar tempo para que elas permaneçam juntas enquanto escrevo este post.  Pelo menos por enquanto, está tudo indo bem.  Vamos ver o que vai acontecer quando Fergus acordar para mamar, mais uma vez.

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2 Comments

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  1. Ai, que dó da mamãe, tadinha. Fala p ela que daqui há pouco vai passar, rs. Pelo menos está de bem com o irmãozinho. Bjo na família

    Dó de mim, não?

  2. Véi… não é moleza não. Nem imagino como isso deve ser tenso, mas vai passar.

    Tá passando, mais rápido do que eu imaginava ou do que me alertaram os especialistas. Mas todo cuidado é pouco para não haver recaída.

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