O Parque Villa Lobos e sua biblioteca

Não sou um profundo conhecedor de São Paulo.  Não sei o que era o Parque Villa Lobos antes de se tornar o que é hoje.  Gostaria de saber, mas faltou-me tempo para correr atrás da informação.  Sei, porém, que, hoje, ele é uma imensa e agradabilíssima área de lazer encravada quase na esquina da Marginal Pinheiros com a Marginal Tietê.  Próximo a ele, há tanto favelas quanto residências de elevado nível social.  E um shopping bem frequentado, com lojas luxuosas.  Pelo que entendi, o paulistano curte o Parque, especialmente nos fins de semana, com uma avidez semelhante àquela que o carioca tem pela praia.

Pelo que eu entendi, também, o Parque não se trata apenas de uma imensa área verde, bem planejada do ponto de vista urbano-artístico-paisagístico. Os detalhes fazem toda a diferença ali. Coisas do tipo: colocar espreguiçadeiras próximas a autofalantes que reproduzem música composta por Villa Lobos, para as pessoas relaxarem à sombra ao tempo que fazem jus ao nome do lugar. E uma biblioteca pública. Ah, a biblioteca… É sobre ela que eu vou falar. Foi ela que eu fui visitar. O parque, em si, nem vi.

Biblioteca Parque Villa Lobos
Biblioteca Parque Villa Lobos

Faltava luz no Parque, quando eu cheguei.  Nem por isso a biblioteca estava fechada.  Para que energia elétrica, se há luz natural e livros disponíveis?  Talvez fosse melhor assim mesmo.

O lugar é lindo, bem organizado, e tem um acervo excepcional.  Nada de velharias, nada de livros cheirando a mofo, nada de raridades, nada de pó.  Biblioteca nova, livros novos.  E variados.  Literatura portuguesa, italiana, francesa, títulos que eu nunca vi em livrarias cariocas, lá havia disponíveis para pegar, ler, manusear, folhear, eventualmente até levar para casa por algum tempo, emprestados – de graça.  Que mais eu poderia querer da vida?

Livros infantis classificados por idade, bem organizados e claramente sinalizados.  Felícia aprendeu rapidamente quais eram e onde ficavam os livros dedicados à sua faixa etária.  Ia sozinha à estante, escolhia um, voltava para as almofadas, e eu lia o livro.  Depositava-o no carrinho, pegava mais um livro, e eu o lia.  Passamos quase uma tarde inteira nesse ritmo.  Que mais eu poderia querer da vida?

Aproveitei também, já que estava ali sem fazer nada, para dar uma volta e conhecer o restante da biblioteca.  Vi que não há apenas livros.  Há também jogos, tanto para crianças quanto para adultos, um pequeno teatro e um espaço dedicado a exposições.  Percorri aquilo tudo, anotei alguns títulos que me interessaram.  Não pude ver tudo o que ela tinha a oferecer.  Aquilo era mais que um parque de diversões poderia ser, para mim.  Que mais eu poderia querer da vida?

Sim, eu queria mais.  Não pude, porém.  Eu queria fazer a minha carteirinha.  Fez falta, então, a energia elétrica.

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One Comment

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  1. Estou impressionado com tanta coisa interessante em São Paulo que eu nem sabia que existia.

    E tem mais. Aguarde.

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