Séria desconfiança

Um rapaz sorridente, trajado com um colete azul, me abordou ontem numa movimentada praça da cidade:

– Bom dia, senhor!  Eu poderia lhe fazer apenas uma perguntinha?
– Não.

O “não” foi tão ríspido, antipático e seco que o sujeito pediu desculpas após recebê-lo.

Já há alguns anos eu eu tenho visto, com alguma frequência, em diversos pontos da cidade, pessoas com coletes azuis escritos “Unicef” abordando transeuntes para pedir-lhes doações em favor das crianças necessitadas do mundo.

Olho aquelas abordagens com extrema descrença de que o dinheiro vertido em tais doações seja, de fato, canalizado para o benefício proposto.  Pode até ser que sejam sincero o pedido e nobre a causa.  A página do Unicef menciona a existência dos “coletadores”.  Mas que aquilo tem um cheiro fortíssimo de estelionato é inegável.  De mim, eles só vão ganhar doações de “nãos”, quando muito.  O Unicef precisa adaptar suas estratégias de captação de recursos voluntários à realidade dos locais onde elas são implementadas.

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One Comment

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  1. Concordo. E a abordagem dessa turma é muito chata.

    Nem dei chance de ele me provar que não era.

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