Burgos

Há quatro grandes cidades no caminho, que fazem por merecer um dia inteiro de estadia.  A primeira foi Pamplona, a segunda é Burgos.

Burgos tem uma história semelhante às demais cidades do norte/nordeste espanhol: foi sede de reinos, palco de conflitos bélicos entre reis ibéricos e destes com mouros durante a Reconquista.  Mas o que torna Burgos distinta das demais cidades do Caminho de Santiago é a onipresença do herói espanhol El Cid, o filho mais ilustre da cidade, quiçá da Espanha.  Há estátuas suas espalhadas por todo canto da cidade; o Arco de Santa Maria, convertido em centro cultural, guarda um osso de seu corpo; a Catedral guarda seu jazigo, cartas suas e seu “cofre”.

El Cid foi um personagem um tanto controverso demais para ser considerado um herói nacional.  Soldado por vocação e competência, mercenário por força das circunstâncias, lutou tanto a favor como contra espanhóis, tendo inclusive se aliado a mouros na resistência à Reconquista.  A ele se imputa a lenda de que, após a sua morte, sua esposa (D. Jimena) teria-lhe vestido a armadura e colocado sobre o cavalo, para dar moral às tropas e espantar o inimigo – sucesso alcançado graças à tal artimanha.

O que mais chama a atenção em Burgos, porém, é a sua Catedral gótica, tombada pela Unesco como patrimônio da humanidade.

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