007 contra Spectre

Cartaz do filme
Cartaz do filme

Qualquer filme da série empolga.  Mesmo os piores foram minimamente legais.  Esse é mais que legal, mas fica ali na metade do caminho, na escala entre os melhores e os piores.  Não se compara a Skyfall, o melhor dos últimos tempos.  É bom.  Muito bom.  Acho que aprendi a gostar de Daniel Craig no papel de 007 e já não acho que ele tem tanta cara de espião da KGB quanto em seu primeiro filme no papel.

A trama é bastante calcada no fato mais relevante de Skyfall: a morte de M.  Senti falta de não ter revisto Skyfall antes de entrar na sala de exibição.  Até vilões de filmes anteriores são citados.  Aliás, existem menções a filmes anteriores em toda parte, algumas sutis, outras nem tanto.

Um filme de 007 é feito de alguns quesitos obrigatórios.  Parece um pouco com uma apresentação de ginástica rítmica.  Tem que ter uma cena inicial eletrizante; tem que ter uma música-tema única, feita sob medida para aquele filme; tem que ter uma cena de perseguição de carros; tem que ter um carrão; tem que ter uma cena de apresentação (Bond, James Bond); tem que ter um amor ferido; tem que ter um flerte com Moneypenny; tem que ter mulher bonita…  O resto são variações do tema.

A cena inicial é mentirosa, tão mentirosa que não convence – e, se não convence, não é eletrizante.  É mentirosa a ponto de ultrapassar o limite do “me engana que eu gosto”.  A música-tema também é bem fraca.  Para quem já teve Madona (Die Another Day), Paul McCartney (Live and Let Die) e Adele (Skyfall), Thomas Newman não é, nem de perto, no mesmo nível.  A perseguição é legal, realista, mas já vi melhores; o grande barato da cena é ser filmada em Roma.  O carrão, um Aston Martin, é um carrão digno de James Bond – pena que dura pouco tempo em cena.  A apresentação é fraca – o momento em que James Bond se identifica tem que ser mais solene, mais pomposo, o mundo tem que parar, o espectador tem que prender a respiração para ouvi-lo dizer “My name is Bond, James Bond”; no filme, passa quase despercebido.  O amor ferido está lá, mas pouco intenso; o flerte com Moneypenny se dá por telefone…  Péssimo.  E a atriz é bonita sim, mas falta uma cena como a da Bo Derek saindo do mar para consagrá-la.

Em resumo, só vale a pena ir ao cinema porque é 007.  Do contrário, melhor esperar até sair no Netflix.

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2 Comments

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  1. Ainda não vi.mas sou uma fã.
    Boa semana.
    Mia

    Veja, vale a pena, mas não tanto.

  2. A Bondgirl é mais gostosa do que as últimas?

    É bonita. Mas ainda acho a Halle Berry (na época que ela fez o filme) melhor.

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