Faixa de pedestre

Eu sempre me perguntei a razão de as faixas de pedestre serem perpendiculares à trajetória do pedestre que atravessa a rua.  Isso simplesmente nunca fez sentido para mim.  Tampouco consegui, ao longo de mais de trinta anos de curiosidade, descobrir a razão pela qual se convencionou desenhar faixas de pedestres do jeito que elas são.  Na minha humilde concepção, elas deveriam ser paralelas à trajetória do pedestre, perpendiculares ao caminho dos carros; o pedestre deveria ver na faixa uma espécie de caminho a seguir, ao passo que o carro deveria ver nela linhas obstáculos a serem transpostos (devendo reduzir a velocidade para tanto) que poderiam funcionar como sonorizadores, devido à diferença de altura do piso para as linhas desenhadas, capazes de chamar a atenção do motorista para o fato de que ele está cruzando uma área onde há trânsito de pedestres.  Agora essa onda de acessibilidade, com pisos orientadores para deficientes visuais, me fez voltar a pensar no assunto.  Nesses pisos, o padrão de orientação determina que as faixas de percurso sejam paralelas à trajetória a ser percorrida – e não perpendiculares!  Se até um cego consegue ver isso, não é possível que eu tenha estado errado desde sempre.

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