Sumiço relativo

A vida anda corrida.  Com dois filhos em idade não vegetativa, ainda mais.  Os leitores mais antigos do blog devem se lembrar dos áureos tempos, em que eu não tinha filhos e podia dedicar boa parte do meu tempo ao blog.  Mesmo depois que Felícia nasceu, ainda havia tempo de sobra.  Depois que o Fergus passou a andar (deixou de ser plâncton e passou a ter vontade própria), aí babou…  Até porque ele é daquelas crianças que demandam supervisão, bem mais que a Felícia.  Brincando, eu digo que ele é o “Faz Merdinha da Estrela“, uma paródia daqueles brinquedos toscos dos anos 80.  Muitas vezes eu acho que o Márcio é que fez certo, acabando com o blog dele quando teve filhos.  Se bem que ele continua tendo tanto tempo livre para jogar videogame (não ligo o meu há uns seis meses) que eu tenho sérias dúvidas se essa minha teoria é certa ou não.

Prova disso é que alguns dias de férias mal programadas (ao menos do ponto de vista do blog foram mal programadas) refletiram em quase dez dias de sumiço – e a primeira quinta-feira, desde sempre, em que um vídeo não foi ao ar no blog.  Quase surtei, a princípio; relaxei depois.  Não é a morte, mas terei que me contentar com a cada vez maior frequência em que esses sumiços acontecerão na vida do blog.  Tentarei evitar, mas sei que não conseguirei.

Eu até levei o computador e o telefone, na esperança de conseguir um tempo para escolher um vídeo e publicar.  Tolo, eu.  Não sobrou tempo para nada.  O negócio foi tenso e intenso.  Larguei a vida internáutica para mergulhar na vida deles.  No fim de cada dia, não sei quem estava mais cansado, eles ou eu.  Dormimos o sono dos justos, acordando sempre (mais ou menos) pronto para mais um dia.  Eu me diverti com e como eles.  E foi muito legal!  Falaremos sobre isso oportunamente.

Agora, no restante dos meus dias de férias, vou tentar recolocar a vida em dia (aproveitando que eles ainda estão na última semana de aulas).  Primeiro, organizar as fotos de família, porque há quase um ano nenhuma fotografia sai do stick de memória da câmera – as fotos mais antigas são do Revéillon 2016-2017, acreditem!  Depois, a casa: fazer compras, trocar lâmpadas, lubrificar os pinos das portas, terminar de montar a Árvore de Natal (Felícia, este ano, quis apenas corações, ao invés de bolas, enfeitando a árvore, porque, segundo ela, o Natal é tempo de amor), até o pneu da bicicleta eu fui encher hoje, a pé, porque ele estava tão vazio que não permitia que eu subisse nela.  E o blog.

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4 Comments

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  1. Me dá uma carona nessa máquina do tempo aí, que eu também quero ver as fotos do reveillon 2016-2017, assim como as do reveillon 2019-2020, quiçá as do reveillon 2099-2100. 😀

    Ih, que vacilo. Eu vi que escrevi errado mas deixei para corrigir depois e acabei não corrigindo.

  2. A vida fica sem tempo para tudo quanto gostaríamos de fazer. Boa noite
    😀

    E isso não é tão bom assim.

  3. Se você ainda vai transferir as fotos do próximo réveillon, a sua vida está mais organizada do que a minha. E com relação à frequência de postagem, eu já abstraí e sugiro que você faça o mesmo, que dói menos.

    Estou me convencendo disso.

  4. Aproveite o máximo essa idade das crianças. Passa muito rápido. Não vai demorar muito para eles dizerem: “papai é chato”, “que mico!” ou mesmo achar que a companhia dos pais não é mais tão interessante quanto a dos amiguinhos.
    Tudo a seu tempo!

    Pena que é pouco tempo.

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