Últimas palavras sobre minha visita ao Porto

Eu moraria no Porto.  Talvez não na cidade do Porto, mas num arrabalde qualquer da cidade (Póvoa do Varzim, Vila Nova de Famalicão, Venda Nova, Espinho, Santa Maria da Feira ou congêneres, a conferir).  Gostei de verdade do lugar, mais do que de muitas outras cidades que conheci na vida.  Somando prós e contras, acho que o Porto venceria.  Não é tão sensacional como Londres, mas é mais barata; não é tão organizada como uma cidade norteamericana mas é suficientemente arrumada.  Não é tão quente quanto o Rio de Janeiro, não é tão alto astral quanto Barcelona…  Tem voos diretos para vários lugares do mundo civilizado, metrô, boa comida, universidades, um povo simpático, algumas oportunidades e não é um parque de diversões turístico (ao menos, ainda não é), o que significa que a maior parte da população é nativa e a cidade não é uma Babel doida.

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Hospedei-me no Descobertas Boutique Hotel, situado na Rua da Fonte Taurina, colado na Praça da Ribeira.  Não é um hotel exatamente barato, para os padrões portugueses.  Pelo preço que paguei (uma ótima promoção conseguida com boa antecedência no Booking), porém, eu não conseguiria mais do que um hotel de mediano a ruim em outras cidades europeias, como Paris, Londres ou Amsterdã.  Além disso, considero que, para fins turísticos, especialmente para primeira visita na cidade, não há localização mais perfeita.

Há, inclusive, um mercadinho na Rua de São João, quase na Praça da Ribeira, que serve como fornecedor de coisas miúdas.  Há muitas lojas de vinhos nos arredores, mas estas têm cara de pega-turista.  E uma centena de bares, restaurantes e congêneres por toda Ribeira e arredores, da Ponte D. Luís até Miragaia, para escolher, entrar, comer, beber e voltar a pé (cambaleando) para o hotel.

Embora a rua seja de pedestres, é possível chegar de carro até a portinha do hotel para embarcar ou desembarcar malas em dois períodos do dia (recomendo conferir os horários na recepção, porque essas coisas podem mudar de uma hora para outra), o que facilita bastante a vida.  O quarto não é lá tão espaçoso, mas a bela decoração e as funcionalidades compensam qualquer defeito.  O banheiro é espaçoso e não tem banheira: é chuveiro mesmo, como todo brasileiro gosta.  E tem um adendo interessante: o sanitário é isolado por uma porta do restante do banheiro.

Aliás, toda a decoração do hotel é interessante – pudera!, é um hotel boutique.

O café da manhã é bom.  Não é ótimo, nem regular.  É apenas bom.  Tem muito mais do que na minha casa, mas não tanto quanto num hotel top de linha, mais do que o suficiente para forrar a barriga de manhã cedo.  A decepção fica por conta do café expresso, ruim – vale mais a pena tomar um em qualquer birosca de esquina.

Bem próximo fica o estacionamento situado sob o Jardim do Infante Dom Henrique.  Também não é barato; pela localização, não poderia ser diferente.  Tem tarifas rotativas e diárias – faça as contas e veja o que é vantagem.  Lembre-se apenas que só vale a pena manter um carro no Porto se a ideia for viajar dali para outros lugares.  A cidade em si não demanda carro.  E, mesmo assim, se a ideia for viajar para outros lugares, pense em ficar em um hotel mais para fora da cidade (com estacionamento mais barato) ou até mesmo em outras cidades próximas, como Braga, Guimarães ou Viseu.

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A Tiger não existe só no Porto, mas foi lá que eu a conheci.  Que loja interessante!  Uma Imaginarium melhorada.  Pelo que entendi, ela tem origem nórdica (sueca ou norueguesa, não me recordo ao certo), e oferece várias coisas tão bonitas quanto úteis para o lar.  Saí de lá carregado.  Até guardanapos comprei.  Se passar por uma, não deixe de entrar e dedicar pelo menos meia hora à visita.

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Muitos podem se perguntar sobre a ausência da Igreja dos Clérigos dos relatos da cidade do Porto.  Explico: por um acordo feito com a Fiona, igrejas ficariam de fora do roteiro tanto quanto fosse possível.  Em síntese, eu teria direito a conhecer uma única igreja em cada lugar que visitássemos.  Escolhi a Igreja Monumento de São Francisco.  “Ah, mas a Igreja de Santo Ildefonso você também conheceu, Leandro!“…  Não exatamente.  Ali eu só entrei para comprar uma lembrança.  É verdade que eu dei uma espiada lá dentro, mas não foi uma visita como eu gostaria de fazer.

Há quinze anos eu estive na Igreja dos Clérigos.  Observei sua forma elíptica e lamentei não haver um confessionário em um dos focos da elipse – fosse eu o arquiteto, isso certamente estaria no projeto.  E subi os 260 degraus da sua torre em menos de cinco minutos – na época eu pesava cerca de 20kg menos do que hoje.  A Igreja é, sim, uma atração turística da cidade.  Sua torre barroca sobressai na sua linha do horizonte (que os nativos de língua inglesa chamam de skyline) e é um (como os portugueses chamam) ex liberis da cidade.  Mas não há muito mais do que isso para ver nela.

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