Em Guimarães nasceu Portugal

Bem, não foi exatamente em Guimarães teve início a história de Portugal.  Talvez tenha sido na Borgonha, na França, terra natal de Henrique de Borgonha; talvez tenha sido no local do casamento entre Henrique de Borgonha e Teresa de Leão, cujo dote foram as terras situadas entre o Rio Ave e o Rio Minho; talvez tenha sido mesmo em Guimarães, onde nasceu Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal e onde ele travou batalha contra a sua mãe, Teresa de Leão, após o que passou a se declarar independente da Espanha; talvez tenha sido no Vale do Rio Vez, onde jogos medievais entre cavaleiros foram realizados, para evitar uma batalha campal entre os exércitos leoneses e portucalenses, valendo a independência do Condado Portucalense; talvez tenha sido em Zamora, onde o acordo de paz, reconhecendo a independência do condado (a partir de então, reino), foi assinado por Afonso VII de Leão e Castela e Afonso Henriques.  A depender do fato que se julga mais importante para a independência do Condado Portucalense, há vários lugares para se determinar o local do nascimento da nação portuguesa.

É comum, no entanto, aceitar que a Batalha de São Mamede, realizada nos arredores de Guimarães, entre Afonso Henriques e sua mãe, Teresa de Leão (vencida por aquele), tenha sido o fator determinante para a independência portuguesa do Reino de Leão.  Por isso diz-se que Portugal nasceu em Guimarães.  Por isso, os portugueses em geral mantêm uma relação de afeto incrível com a cidade.  Por isso, a cidade goza de prestígio e, por isso também, é tratada como um bibelô de porcelana – tão bonita e arrumadinha que é.

Depois de Lisboa e do Porto, considero que Guimarães seja o interior mais obrigatório de Portugal, em ordem de prioridade de visita.  Não é uma cidade grande, tem cerca de 55 mil habitantes; unindo a periferia, não chega a 170 mil habitantes.  Mas tem um centro histórico muito bem preservado, fruto do seu elevado potencial turístico, do dinheiro injetado pelo Fundo de Redução das Desigualdades da União Europeia (na época em que Portugal era o país mais pobre do bloco e recebia a parte mais gorda da verba) e do já mencionado carinho que os portugueses têm com a cidade.

O vídeo de hoje é uma grande mostra da cidade, de tudo o que ela tem a oferecer não apenas ao turista que a visita, mas ao habitante que ali mora.  Não é uma cidade cosmopolita, não é sequer uma roça grande, mas é um lugar onde é possível morar sem tédio nem perrengues.

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