Atualidades sobre o Fergus

Outro dia alguém da família que não vê o Fergus há muito tempo perguntou por ele.  Daí reparei que, além dele, muita gente que lê este blog também anda sem notícias.  E, quando isso acontece, é sinal de falta de registros.  O tempo passa, ele muda rapidamente.  Bateu uma culpa pela falta de registros.  Por isso, este post.

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Fergus anda fascinado pela cor vermelha.  Se puder escolher uma cor, ele sempre vai preferir vermelho.  A luz colorida do banheiro, ele só quer vermelho.  Se tiver que escolher um lápis de cor para pintar, ele vai preferir o vermelho.  Quando eu o deixo escolher a camisa que eu vou usar, ele escolhe a vermelha.  E por aí vai.

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Ele está muito falastrão.  Muito mesmo.  Não chega a falar tanto quanto a Felícia, mas ele fala bastante.  Entendeu que a verbalização da vontade funciona com muito mais eficiência do que gestos ou choros.  Quer dizer…  Ele ainda usa da manha e do choro com alguma frequência – mais do que eu julgo aceitável.  Mesmo assim, a fala já é o seu principal meio de comunicação com o mundo ao seu redor.

Só que a dicção dele ainda não é perfeita.  Ele ainda fala bebezês, ou melhor, Fergusês.  Alguns fonemas ele até sabe falar, mas se acomoda e acaba pronunciando fonemas mais fáceis, como o “p” e o “t”, o que leva a algumas situações hilárias.  A frase “não quero ir para a escola“, repetida todas as manhãs desde o início deste ano letivo (inclusive sábados e domingos), é “não quelo i patola“.  A frase “bota a blusa, papai“, é “pota a puta, papai“.  E por aí vai…

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Se tem uma coisa que ele odeia, essa coisa é ficar descalço.  Ele fica incomodado.  Calça o chinelo sozinho, pede para que alguém o ajude a calçar o tênis, se preciso até chora e faz manha.  Irrita-se de verdade.  Tudo para não ficar descalço.  E ele tem particular adoração por um par de Havaianas do Mickey, que ele sempre prefere calçar.  Esse gene ele recebeu direto do avô paterno, sem passar por mim. Não me pergunte como isso aconteceu, mas essa é a única explicação que eu tenho para o fato.

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Aliás, ele é fanático pelo Mickey…  Disparado seu desenho predileto.

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Desfraldado, ele resiste a pedir para ir ao banheiro.  Acomodado, ele espera que alguém o leve preventivamente.  A questão é que ele se irrita bastante quando demandamos a ida ao banheiro.  Resiste, diz que não tem xixi (ou melhor, “titi“) para fazer.  Cocô, então, nem se fala.  Enquanto Felícia jamais deixou um cocô escapar sem querer, ele não está nem aí para o “totô“.  Faz na cueca mesmo, se ninguém notar que ele está prestes a sair.  Sorte que o organismo dele é razoavelmente regular e previsível.  Um cocô de manhã, logo que acorda, e outro no fim do dia, geralmente.

Só que…  Nem tudo são trevas.  Cerca de 50% das noites, pelo menos, ele passa sem fazer nenhum xixi.  A fralda amanhece vazia.  Progresso que eu, pelo menos, tão surpreendente quanto incomum, tendo em vista o meu outro parâmetro caseiro, com quem até hoje sofro com vazamentos noturnos cotidianos.

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Hoje chamei a professora no canto, na saída da escola.  Perguntei a ela como andava o desfralde.  Queria saber se, na escola, ele estava pedindo para ir ao banheiro.  Informei que, em casa, ele não pedia nunca.  Dava alguns sinais, mas não verbalizava a vontade.  Por isso, eu tinha que levá-lo preventivamente ao banheiro a cada 30 ou 60 minutos (encarando toda sorte de irritação possível).  Ela respondeu que, na escola, ele às vezes pedia.  Mas…

Sempre tem um mas…

Hoje, especificamente, ela suspeitava que ele havia deixado o xixi vazar de propósito, porque ele comunicara a ela o vazamento com um certo riso e o par de chinelos do Mickey nas mãos (aquele que ele adora usar).  Com o tênis encharcado de xixi, não há como continuar a utilizá-lo.  O jeito é colocar o chinelo na criança.  Ela estava desconfiada que, ciente dessa consequência, ele vem estrategicamente deixando um xixi vazar só para usar o tal chinelo que ele adora – tanto que, hoje, ele até o pegou na mochila para “facilitar o trabalho” da professora.  Combinamos de não mandar mais o chinelo para a escola, mas uma outra sandália.  Falei para ela que o ideal era deixá-lo descalço – ele se irritaria tanto que nunca mais iria deixar o xixi vazar.  Mas ela disse que isso não era possível.  Ficaremos com a sandália mesmo, por enquanto.

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Comer não é um problema para o Fergus.  É a solução.  Ele come bem, como de tudo e come sozinho.  Irrita-se se alguém tenta pegar sua colher ou garfo para dar-lhe comida na boca.  É só colocar o prato cheio na frente dele e ligar a televisão que ele dá conta do recado.  Dependendo da fome, nem televisão precisa.  E, se a Felícia não comer tudo, ele faz o sacrifício de liquidar os restos dela também.  É o meu garoto!

Ele gosta particularmente de frutas.  Enquanto escrevia este post, ele percebeu que eu estava comendo manga.  Sentou-se aqui do meu lado e liquidou uma manga palmer inteira que estava cortada num pote na geladeira (fiquei sem a minha manga).  Mas podia ser caqui, uva ou qualquer outra fruta.  Ele comeria do mesmo jeito.

Se fosse pizza, então…

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Outra coisa pela qual ele é fanático é o bom e velho e carioquíssimo mate.  Se deixar, ele liquida uma garrafa inteira (daquelas de 1,5l) em pouquíssimo tempo.  Aí haja idas ao banheiro…  Suco (“tuto”) de fruta ele também adora.

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Outra paixão da vida do Fergus é o banho.  A hora do banho é a mais tranquila aqui em casa.  Eu nem preciso chamar.  Basta eu avisar que eu estou a caminho do banho, ou ele perceber que a mãe está no banho, ou mesmo eu mandar a Felícia para o banho, ele já corre para o banheiro e tenta tirar a roupa.  E gosta de banho frio, reclama bastante quando a água está quente.  Só não é muito fã de molhar a cabeça.  Ele até molha, mas só um pouquinho – nunca o suficiente para tirar todo o shampoo do cabelo.  E tirá-lo do banho é um parto…  Dos males o menor.

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A minha diferença com ele é a hora de dormir.  Ele até dorme fácil, mas nunca dorme uma noite inteira.  Aliás, nunca é meio forçado.  Até o carnaval, ele só havia dormido 14 noites inteiras em toda a sua vida – tão poucas que eu conseguia contar.  E, por noite inteira, leia-se não acordar enquanto eu estivesse dormindo, porque na maioria dessas 14 noites ele acordara antes mesmo de eu ir para a cama dormir.

Do carnaval para cá, a coisa melhorou bastante, como num passe de mágica, e eu já tenho conseguido dormir cerca de 50% das noites sem ser acordado por ele – o que não significa que eu não seja acordado pelos outros três habitantes da casa com alguma demanda que oscila desde remédios para dor de cabeça até espaço na minha cama, passando por reclamações de frio por ter se descoberto involuntariamente.

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One Comment

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  1. Quantas atualizações!!!!!

    Resolvi colocar tudo em dia.

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