O Oceanário de Lisboa

Refastelados pela gigantesca costela d’O Fuso, em Arruda dos Vinhos (por falar nisso, recomendo que vocês vejam este vídeo institucional da cidade; ela realmente parece ser tudo o que o vídeo mostra, com alguns descontos pontuais), rumamos para Lisboa – uma viagem curtinha, com belas paisagens, em estradas para lá de excepcionais.  A descida da A10 rumo ao Vale do Tejo proporciona vistas deslumbrantes.

Chegando em Lisboa, nossa primeira parada – antes mesmo de fazer o check-in – seria o Oceanário de Lisboa.

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Na primeira vez que eu fui a Lisboa, quinze anos antes, o Oceanário era uma novidade, recém construído para a Expo1998.  Aliás, todo o Parque das Nações era novidade.  Estava tudo novo e, até certo ponto, pouco funcional ainda.  Parecia obra brasileira: inaugurada sem ter sido concluída.  E isso foi um ano depois da Expo…  Mas o grosso das coisas já estava lá: a Ponte Vasco da Gama já funcionava plenamente, a MEO Arena (que tinha outro nome na época) também já havia servido de palco para que Guga vencesse Agassi alguns meses antes e se tornasse o tenista nº 1 do mundo; o metrô já havia chegado à belíssima Estação Oriente; e as duas torres com acabamento em forma de vela eram apenas uma.

Mas eu não entrei no Oceanário.  Não lembro a razão.  Simplesmente, não entrei.  E eu não podia deixar essa oportunidade passar em branco duas vezes.

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Há vários estacionamentos privados no Parque das Nações, região muito bem revitalizada de Lisboa por ocasião da Expo1998.  Com as melhorias implementadas, a Freguesia se tornou a mais moderna da capital lusitana e atraiu muitos moradores e muitas empresas também.  É difícil encontrar uma vaga para estacionar o carro na rua, embora haja muitas disponíveis.  E, mesmo que a vaga encontrada não seja tão perto do Oceanário – ou de qualquer outro destino no Parque das Nações -, vale a pena estacionar nela: o passeio até o seu destino será muito agradável, em terreno plano.  Passear por ali é uma atividade muito legal.

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Nem tudo está como eu deixei há quinze anos.  Notoriamente, a Freguesia cresceu, tanto em população quanto em altura.  Há muito mais edifícios, muito mais carros, muito mais gente, muito mais tudo.  Até obras há mais, muito mais.  E essas obras parecem ter por objetivo tornar o que já era bom um pouco melhor (cheguei a me perguntar se valia a pena o investimento).  A despeito disso tudo, o Oceanário permanece lá, como uma âncora turística a sinalizar as belezas e o que há de mais interessante para ser visto na região.

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O Pavilhão do Oceanário dizem ter se inspirado em um porta-aviões.  Na boa, ele parece mais um barco pesqueiro do Mar do Norte.  Por dentro, ele é um espetáculo!

A visita tem início num pavilhão anexo, em terra firme.  Ali se compram os bilhetes, ali há um café e um restaurante (na próxima vez, almoçarei lá) e ali são abrigadas as exposições temporárias.  Quando eu estive lá, a exposição temporária vigente era sobre florestas submersas, apresentando algo que parecia ser o maior aquário linear do mundo, construído especificamente ali por um arquiteto japonês.

Como hoje é dia de vídeo, aí vai o vídeo do making of da tal exposição temporária.

A exposição permanente está no tal pavilhão que parece um barco pesqueiro.  A visita é linear e tem início no andar superior, girando ao redor do aquário central.  Cada um dos quatro cantos do Oceanário se dedica a reproduzir o habitat de um oceano do mundo, abrigando espécies nativas dessa região: o Atlântico Norte (representado pela costa dos Açores), o Oceano Antártico (faz frio lá dentro, e os pinguins são uma atração e tanto!), o Pacífico temperado (representado pelas Costas Rochosas) e o Oceano Índico tropical (com seus recifes coloridíssimos de coral).

Depois de ver tudo isso do ponto de vista humano, ou seja, da superfície, o visitante desce ao andar inferior para conferir tudo de baixo.  Através de enormes vidros, todo mundo pode ver a riqueza da vida marinha no seu esplendor, desde a dança dos corais do Oceano Índico até as brincadeiras em alta velocidade dos pinguins, passando pelo balé dos cardumes.  O vídeo abaixo mostra um pouquinho de cada um desses aspectos.

É uma visita imperdível para crianças e adultos.  Quando termina, dá vontade de começar de novo.  Cheguei a perguntar se poderia.  Não me deixaram.

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