Palavras finais sobre Sintra

Se você tem apenas uma oportunidade de fazer um passeio bate-volta a partir de Lisboa, muito provavelmente sua escolha vai recair sobre Sintra.  Com justiça e, sem sombra de dúvidas, será uma decisão acertada.  Qualquer visitante sairá desse passeio satisfeito, com um dia repleto de coisas legais na memória – e possivelmente com a dúvida se não valeria a pena voltar a Sintra para pernoitar.

Mas a visita a Sintra merece algumas dicas práticas para maximizar o tempo e minimizar dores de cabeça.

Ir de trem (comboio, em Portugal) é viável (custo de pouco menos de 5€ ida e volta).  Há trens partindo a cada 10 ou 20min (dependendo do dia e do horário) da estação do Rossio, no centro de Lisboa, para lá.  A estação de trem de Sintra fica um pouco longe do centro, no pé da Serra.  Aliás, há duas estações em Sintra: Portela de Sintra e Sintra – use esta, que é a estação terminal, mais próxima do centro.  Para chegar da estação ao Centro são 700m ladeira acima.  Pode não parecer muito, mas…  A alternativa é subir de ônibus, lá chamado de autocarro (linha 434 ou 435, ao custo de 5€ a viagem).  O deslocamento pode acabar ficando tão caro que, dependendo do número de pessoas, talvez valha mais a pena pegar um Uber do centro de Lisboa até lá (trajeto estimado entre 23€ e 31€ no UberX).

Aliás, essas duas linhas, cada uma com seu itinerário, são ótimas opções para conhecer os principais pontos turísticos de Sintra.  Há um bilhete turístico (ao custo, um pouco salgado, de 31€), chamado Sintra Green Card, que permite utilizar o Comboio da linha de Sintra, o autocarro da linha 434 e acesso ao Palácios da Pena, ao Palácio Nacional de Sintra e mais um museu à escolha do usuário) por um dia inteiro.

É possível ir de ônibus (autocarro) mas a tarifa e o tempo de viagem (com muitas paradas) não compensam em relação ao comboio.

A outra opção é ir de carro próprio.  Só que, como nada é perfeito, essa opção pode ser a menos recomendável de todas, principalmente nos finais de semana e no verão, quando o afluxo de turistas a Sintra é gigante.  Sintra está situada na face de uma serra e, por isso, suas ruas são sinuosas e estreitas.  Há pouquíssimos lugares para estacionar e mesmo circular por ali acaba sendo um exercício de paciência.  Para se ter uma ideia, só existem dois estacionamentos no centro histórico, um na Praça da República, ao lado do Palácio Nacional (com cerca de 20 vagas), e outro próximo do Museu Anjos Teixeira (30 vagas, aproximadamente).  Próximos dos Castelos da Pena e dos Mouros há um bolsão com cerca de 20 vagas.  Próximo à estação de comboios Portela de Sintra (cerca de 2km a leste do centro), existe um farto parque de estacionamento.

Eu fui de carro, cheguei na cidade pouco depois das 8h e estacionei, sem problemas, ao lado do Palácio Nacional – estacionamento pago mediante parquímetro.  Não foi caro.  A cidade ainda estava toda fechada.  Próximo do horário de abertura do Palácio Nacional de Sintra, o trânsito já era bastante complicado e não havia nenhuma perspectiva de encontrar um lugar para estacionar nas redondezas.

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 E o que fazer em Sintra entre 8h e 9h30 (horário que abrem os museus)?  A resposta é fácil!  Tomar café da manhã na Piriquita.  Com calma, saboreando.

A Piriquita é uma pastelaria (aqui chamaríamos de confeitaria) tradicionalíssima, que fabrica e vende os famosos Travesseiros da Piriquita – uma iguaria divina da doçaria local.  A loja da Piriquita, quase em frente ao Palácio Nacional de Sintra, só abre às 9h.  Subindo a sua rua, porém, cerca de 20m depois há uma sucursal, chamada Piriquita II, que abre 8h30 (invariavelmente com pequena fila na porta minutos antes desse horário).  O bom de chegar nesse horário é comer os travesseiros ainda quentinhos.

Travesseiro da Piriquita
Travesseiro da Piriquita

A meio do caminho entre as duas, do lado direito de quem sobe, está a Binhoteca (que só abre às 10h), uma loja de vinhos comandada pelo agrônomo/enólogo Samuel.  O cara manja muito das coisas e pode indicar boas compras para você.  Contudo, seus preços nem sempre são os melhores – vale a pena pesquisar em supermercados e na Garrafeira Nacional antes de comprar (ou não) com ele.

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Se você optar por um passeio mais corrido (como eu), passando apenas uma manhã em Sintra, você pode seguir viagem para vários lugares.  Ericeira é um destino de praia a poucos quilômetros dali.  Mafra é um destino cultural mais próximo ainda.  Eu optei por ir a Óbidos, que fica o dobro da distância de Mafra, sem se tornar um destino inalcançável.  Peniche, embora não seja tão mais distante do que Óbidos, pode ser mais complicado porque consome mais tempo de viagem.  Sempre recomendei às pessoas continuar o passeio pela Serra de Sintra até o Cabo da Roca, extremidade ocidental do continente europeu, retornando a Lisboa por Cascais – roteiro que funciona e agrada.  Todas essas opções dependem de carro próprio para serem executadas com sucesso.

Resista, porém a essa tentação.  Pense em ficar um dia inteiro em Sintra.  Você não vai se arrepender.

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