Tudo começou em Belém

Toda grande navegação portuguesa entre os séculos XV-XVIII começou nas barras do Tejo.  Fosse em direção ao ponto mais próximo na África, fosse em direção ao ponto mais longínquo do Extremo Oriente, foi ali, no Tejo, um pouco além de Lisboa, que tudo teve início.

Belém é a última freguesia de Lisboa, rio abaixo, afastada cerca de 6km do centro.  Em tempos antigos, quando a localidade ainda se chamava “Restelo”, era uma distância considerável.  Belém sequer era considerada como parte da cidade, mas um distrito afastado.  Hoje, é só mais um bairro dentro da conurbação da metrópole lisboeta, longe o suficiente para desestimular um passeio a pé até lá; perto o suficiente para quem vai de bicicleta, bonde ou ônibus.

Ali, afastado da cidade, funcionavam as docas lisboetas, onde artesãos, marinheiros e estivadores trabalhavam com um único objetivo: preparar as expedições que conquistariam o mundo.  Com o progressivo sucesso das intentadas, tornou-se necessário modernizar as docas, organizando os espaços que cresciam de modo caótico, de modo a torná-los mais propício às atividades portuárias e menos suscetíveis a doenças e mazelas trazidas pelos navegantes na volta de suas aventuras.

Assim, no início do século XVI, imediatamente após a chegada da expedição de Vasco da Gama às Índias (aquela pioneira que contornou o Cabo da Boa Esperança), teve início a construção de um Monastério no lugar da antiga ermida de Santa Maria de Belém.  E não seria qualquer monastério: D. Manuel, então rei de Portugal, com o bolso cheio de dinheiro (proveniente do lucro da expedição de Vasco da Gama), queria algo realmente grandioso, que marcasse para sempre o caráter grandioso da Casa de Avis; uma obra suntuosa que o glorificasse como pessoa e como rei.

Quem recebeu a ordem, obedeceu-a regiamente.  O resultado disso foi o Mosteiro dos Jerónimos, uma das peças mais belas do estilo manuelino (que não leva esse nome por acaso) e uma das atrações mais obrigatórias da cidade de Lisboa.

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