No caminho do 15 – LX Factory

Terminada a visita ao Museu da Carris, não vale nem a pena pegar o Eléctrico 15 novamente, porque a distância é tão pequena que não compensa a espera.  Caminhe, pela mesma calçada, no sentido do centro de Lisboa (o sentido que você vinha percorrendo quando pegou o Eléctrico 15 em Belém).  Se você não souber muito bem o que está procurando, não perceberá nada de muito relevante ao seu redor.  É possível, aliás, que você já tenha ido a Lisboa diversas vezes nos últimos anos, passado por ali, sem notar nada que chamasse a sua atenção.  É preciso estar antenado para saber do que se trata.

Logo depois de passar sob o altíssimo viaduto da Ponte 25 de abril, embrenhe-se à direita por uma passagem situada no número 19 da rua.  Trata-se de algo interessante tanto para os habitantes locais quanto para os visitantes da cidade, e que foge bastante aos padrões tradicionais do turismo lisboeta, massivo em gastronomia e história.  Trata-se da LX Factory, que se autodefine como “uma fábrica de experiências onde se torna possível intervir, pensar, produzir, apresentar ideias e produtos num lugar que é de todos, para todos.

Em um espaço de 23.000 m² dedicado anteriormente à Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, desenvolveu-se um polo totalmente voltado para o desenvolvimento cultural e artístico.  Lojas e galerias de artes, belos restaurantes (não necessariamente bons), livrarias, tatuadores, espaços para exposições, enfim: tudo ligado ao que existe de mais atual e “in” no mundo das artes em Lisboa, você encontra ali na LX Factory.  A ideia é fazer dali “uma ilha criativa ocupada por empresas e profissionais da indústria também tem sido cenário de um diverso leque de acontecimentos nas áreas da moda, publicidade, comunicação, multimédia, arte, arquitectura, música, etc. gerando uma dinâmica que tem atraído inúmeros visitantes a re-descobrir esta zona de Alcântara.” – palavras do próprio site da LX Factory.

Não é um espaço enorme e, portanto, não demanda necessariamente muito tempo para ser conhecido.  No entanto, a depender do seu interesse por essa demanda cultural, pode se tornar um passeio interminável.

Eu cometi um grave erro na minha programação e decidi conhecer a LX Factory numa segunda-feira – dia de menor movimento, dia em que quase tudo ali dentro está fechado.  A livraria (sempre o meu maior interesse), no entanto, estava aberta e salvou a investida.

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